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'Subproduto alimentício': supermercado no DF vende osso a R$ 5 o quilo - Cidades - R7 Folha Vitória

Foto: Divulgação

Nos últimos dias, diversas imagens de pessoas comprando pedaços de ossos para levar para casa têm circulado nas redes sociais. 

A troca das proteínas por ossos é uma prática já vista no Distrito Federal. Um supermercado da região está vendendo ossos bovinos a R$ 5 o quilo. O item é classificado como um “subproduto alimentício”.

A comercialização foi relatada por uma consumidora. Ela informou que as vendas tiveram início na última quarta-feira (13).

“Minha mãe comprou para fazer um caldo, porque dentro tem uma parte muito nutritiva, e depois ela ia dar o osso ao cachorro. Mas fiquei muito triste. Me senti na pele de quem passa fome e pede doação desses ossos no supermercado”, contou a moradora, que não quis se identificar.

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A mulher comprou 2,6 quilos de ossos bovinos por R$ 13. Para ela, a venda de um produto que não tem sequer um pedaço de carne é um absurdo. 

“É muito caro, um absurdo. Muito morador de rua vai pedir um osso para fazer um caldo e não tem dinheiro para comprar. Não tem um pedaço de carne e ele vale R$ 13”, desabafa.

O que diz o Procon sobre a venda? 

O Procon do DF, lamentou o triste cenário de pessoas comprando esse tipo de produto para se alimentar. Diante disso, relatou que recomendações de conscientização serão passadas aos comerciantes.

“O instituto informa que está editando, com a urgência que o caso exige, uma recomendação administrativa no sentido de evitar a prática na capital do país, e conscientiza mercados, supermercados e açougues sobre a importância da doação desses subprodutos alimentícios, no atual cenário econômico imposto pela pandemia”.

De acordo com órgão do Distrito Federal,reuniões técnicas com órgãos como a Secretaria de Agricultura do DF e a Associação Brasiliense de Supermercados (Asbra) vêm sendo feitas para tratar do assunto.

“Ressaltamos a extrema relevância do respeito à dignidade dos consumidores e recomendamos aos estabelecimentos localizados no DF que se abstenham de vender ossos de boi, carcaças de frango ou peixe, sendo recomendada apenas sua doação ao consumidor final, em observância ao artigo 4º, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor”, diz a nota.

O QUE DIZ NO ARTIGO 4º 

O artigo citado ressalta que “a Política Nacional das Relações de Consumo” deve atender a uma série de princípios, como o “reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo”, exposto no primeiro inciso. O Procon ainda lembra que, mesmo em caso de doação, os estabelecimentos devem cumprir as normas legais e sanitárias com vistas a garantir todos os requisitos de segurança para o consumo dos produtos.

A fome no Brasil 

Foto: Divulgação

Desde a chegada da pandemia do novo coronavírus diversos problemas sociais foram desencadeados como: crise política, sanitária, inflacionária e outros. 

A crise inflacionária evidenciou a relação de distância de grande parte da população no que diz respeito a direitos básicos, como alimento, moradia e emprego.

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Segundo levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), 19 milhões de brasileiros enfrentaram a fome nesta crise sanitária, enquanto outros 43,4 milhões não tiveram alimentos suficientes para suprir necessidades básicas.

Auxílios

A Secretaria de Desenvolvimento Social, promoveu alguns programas sociais como auxílios para os moradores da capital do país. 

O Prato Cheio, por exemplo, beneficia 35 mil famílias em insegurança alimentar e nutricional, que recebem cartões com crédito de R$ 250 para a compra de insumos.

Neste programa está incluído o Pão e Leite, que disponibiliza R$ 35 mensais para garantir o café da manhã dos beneficiários. Há também o  DF Sem Miséria que beneficiou o tal de 625 mil famílias no primeiro quadrimestre do ano, com valores de R$ 20 a R$ 1.045. 

O Cartão Gás, é o mais recente lançado, o programa atende a 69.998 beneficiários. 

FONTE: Portal R7


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