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Estudos científicos podem mostrar real impacto da flurona - Cidades - R7 Folha Vitória

A mídia nacional e internacional tem mencionado com frequência crescente o termo flurona, referência à coinfecção entre o SARS-CoV-2 (causador da Covid 19) e a Influenza, em especial o subtipo H3N2.

"Ainda não há estudos científicos a respeito dos eventuais possíveis efeitos da combinação de quadros das duas doenças – ou mesmo se haveria uma combinação das duas doenças – e sua interpretação em termos de diagnóstico é bastante complexa”, afirma Bernardo Barros, médico intensivista e gerente médico da bioMérieux, empresa francesa do segmento de diagnóstico in vitro.

Segundo Barros, existem testes que, com uma mesma amostra, podem fazer a pesquisa de diversos agentes virais simultaneamente em um curto espaço de tempo, os chamados testes sindrômicos. A detecção de mais de um germe é um cenário mais complexo, em que o julgamento clínico é fundamental.

"O cenário mais comum em que coinfecções trazem problemas é a infecção secundária: o paciente está se recuperando de um quadro infeccioso e tem um novo quadro causado por outro germe. Mais frequentemente acontece com vírus e em seguida quadros bacterianos ou quadros bacterianos seguidos de fungos. Não costuma haver maior gravidade por conta da segunda infecção”, diz o especialista.

Além disso, há uma importante questão epidemiológica, segundo Barros, sobre o momento atual, em que estão muito presentes ainda tanto o SARS-CoV-2 (pela grande capacidade infecciosa da variante Ômicron) quanto a Influenza, o que torna a possibilidade de detecção deles maior mesmo em um cenário em que não estão causando infecção.

"Por conta dessas características, é cedo para dizer se esta figura flurona é algo que realmente tem impacto clínico e se terá qualquer efeito em termos de adoecimento da população. Precisamos aguardar mais informações por meio de estudos clínicos para compreender se existe qualquer reflexo no paciente da presença de ambos os vírus simultaneamente”, reforça o médico.


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