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Rapaz procura a polícia após ser acusado falsamente de matar DJ; propagar boatos pode dar cadeia - Cidades - R7 Folha Vitória

Foto: Instagram | @thiago_crei DJ Thiago Crei foi encontrado morto em Vila Velha. À tarde, começaram a circular informações falsas sobre a prisão de um suspeito de participar do assassinato

Um boato envolvendo a prisão de um suspeito de ter participado do assassinato do DJ e produtor de eventos Thiago Crei começou a circular nas redes sociais e aplicativos de mensagens, na tarde de terça-feira (10).

Fotos de um rapaz começaram a ser compartilhadas como sendo a imagem do criminoso envolvido no homicídio do DJ, que foi encontrado morto, na manhã de terça, no bairro Ataíde, em Vila Velha.

O jovem utilizou sua conta nas redes sociais para esclarecer que a história não tem qualquer fundamento. Disse ainda que está tomando as providências cabíveis e que procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência.

Por meio de nota, a PCES confirmou que as informações que circularam nas redes sociais sobre um suposto suspeito de participação no assassinato de Thiago Crei não são verídicas e que um boletim de ocorrência sobre essa situação já foi registrado.

Foto: Reprodução/Redes Sociais Rapaz se manifestou nas redes sociais e disse que está tomando as medidas legais

No entanto, casos como este têm se tornado cada vez mais comuns nos dias de hoje, uma vez que a internet acaba sendo uma ferramenta que favorece a rápida propagação de informações, sejam elas verídicas ou não.

Outro caso recente aconteceu com um morador do bairro Nova Esperança, em Cariacica, no mês passado. Ele teve a casa incendiada e saqueada após um boato circular na região, apontando ele como responsável pelo assassinato do menino Ricardo Coelho Rodrigues, de 7 anos, que morreu após ser baleado no dia 14.

Vizinhos disseram que o homem, que trabalha como marceneiro, chegou a ter desavenças com o pai do menino meses antes, por causa de uma vidraça. A Polícia Militar, no entanto, afirmou que o homem não tem qualquer relação com a morte de Ricardo.

No mesmo dia em que a criança foi baleada, a casa do marceneiro foi invadida, saqueada e incendiada. O imóvel ficou totalmente destruído. A esposa do marceneiro está grávida e todo o enxoval do bebê foi perdido.

"Isso mudou a nossa vida porque a gente precisou ter responsabilidade que nós nunca precisamos ter, de precisar morar na casa dos outros. A gente, no momento, não pode pagar um aluguel porque a gente tem a prioridade de refazer o enxoval da neném, que está chegando e não tem nada", disse a irmã do marceneiro, que preferiu não se identificar.

Foto: TV Vitória Casa da família do marceneiro ficou totalmente destruída após ser atacada na noite do dia 14 de abril

Já a operadora de caixa Adriana Felisberto Arruda Fontes, de 34 anos, que mora em São Paulo, foi confundida com a corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, de 33 anos, que atropelou e matou a estudante e modelo Luísa Lopes, de 24 anos. 

O acidente aconteceu no último dia 15, na Avenida Dante Michelini, na Praia de Camburi, em Vitória. Segundo a polícia, a condutora do veículo apresentava sinais de embriaguez e foi detida em flagrante. No entanto, foi liberada após pagar uma fiança no valor de R$ 3 mil.

Foto: Reprodução TV Vitória Operadora de caixa foi confundida com corretora de imóveis que atropelou e matou jovem em Camburi

Por causa da confusão com a corretora de imóveis, a operadora de caixa chegou a sofrer ameaças e foi alvo de xingamentos nas redes sociais.

"A primeira mensagem me chocou muito, porque foi um perfil que mandou só 'assassina'. Eu falei 'oi?', fiquei sem entender. E aí, na hora que eu fui nos comentários de um vídeo meu, tinha um comentário lá: 'esse aqui é o perfil da assassina'", relatou.

"Nunca tinha passado por uma coisa dessa. A gente acha que é uma coisa que nunca vai acontecer. Você não imagina, não espera que possa acontecer uma coisa dessa com você", completou.

Fake news é crime e pode resultar em prisão, alerta especialista

Entretanto, a facilidade da informação instantânea, possibilitada pela internet — especialmente por meio das redes sociais —, requer responsabilidade por parte de quem propaga tais mensagens. Caso não haja o devido cuidado, essa mensagem pode virar desinformação — as chamadas fake news.

Foto: TV Vitória Raphael Pereira alerta que propagar notícias falsas é crime e pode dar cadeia

De acordo com o especialista em segurança Raphael Pereira, a orientação é que as vítimas de notícias falsas procurem a polícia.

O especialista em segurança alerta ainda que autores de fake news podem responder criminalmente, podendo ser punidos com prisão.

"Desde crimes contra a honra, como calúnia, injúria e difamação, até crimes mais graves, como denunciação caluniosa, que tem pena prevista de reclusão de dois a oito anos", pontuou.

Além disso, quem repassa a informação inverídica não está livre da responsabilização. "Não só quem cria a desinformação pode ser duplamente responsabilizado, mas quem propaga isso também, sem o devido cuidado, sem a devida cautela", frisou Raphael Pereira.

Para quem foi vítima de fake news fica o apelo. "Não compartilhem mensagens que vocês não tenham certeza. Ninguém sabe a força de um pré-julgamento até passar pelo pré-julgamento e ser prejudicado duramente, sentindo na própria pele", afirmou a irmã do marceneiro de Nova Esperança.

* Com informações da repórter Luana Damasceno, da TV Vitória/Record TV


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