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Agosto Dourado: como superar os desafios da amamentação? - Cidades - R7 Folha Vitória

Foto: Divulgação / Pexel

Até os seis meses de idade, os bebês devem ser alimentados apenas com leite materno. Nesta idade, a amamentação exclusiva é responsável pela nutrição da criança, e contribui com sua imunidade, desenvolvimento e crescimento adequado. Além, é claro, do estreitamento de laços entre mãe e filho.

A verdade é que, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), quase toda mãe é capaz de amamentar seu filho. Muitas lactantes, contudo, precisam de incentivo e suporte para que consigam realizá-lo.

Para isso, é fundamental que todas as mães tenham acesso a informações fundamentais sobre o aleitamento materno, a uma rede de apoio e, ainda, de tentativas e prática.

A importância da amamentação para o bebê e para a mãe

A relevância do aleitamento materno começa desde o primeiro momento de vida do bebe fora do útero. Amamentar o filho imediatamente depois do nascimento pode reduzir a mortalidade neonatal – a que acontece até o 28º dia de vida, segundo informações da Unicef.

Este momento é importante porque o colostro, o leite grosso que a mãe produz após o parto, é o alimento perfeito para recém-nascidos: além de alta nutrição, ajuda a fortalecer o sistema imunológico do bebê nos dias iniciais.

E esta é a recomendação para todo o primeiro semestre de vida. O leite materno é o único alimento ideal a ser oferecido para os bebês. Eles não precisam de água, chás e nem de fórmulas complementares. O leite tem tudo o que é necessário para o desenvolvimento correto da criança.

As vantagens para o bebê, na prática, são:

- alimentação completa.

- contribui para o desenvolvimento da cavidade bucal do recém-nascido.

- fortalecimento da imunidade da criança.

- redução da chance de obesidade na infância e até mesmo na vida adulta.

- redução de casos de diarreia, infecções respiratórias, hipertensão, colesterol e diabetes.

As vantagens para a mãe:

- diminuição dos riscos de desenvolvimento de câncer de mama.

- ajuda no pós-parto, porque durante a amamentação, o útero se contrai e, dessa forma, volta ao tamanho normal mais rapidamente.

- fortalecimento do vínculo entre mãe e filho.

Há, ainda, opções de cursos sobre amamentação. Pagos ou gratuitos, presenciais ou online, as dicas e orientações sobre este procedimento e técnicas são essenciais para que a mãe e sua rede de apoio consigam realizar a amamentação com sucesso.

O papel da rede de apoio na amamentação

Amamentar não é fácil. Apesar de todas as vantagens para mãe e filho, o processo do puerpério - pós-parto e cerca de oito semanas seguintes - é muito delicado para a mãe. Hormônios à flor da pele, mudança no corpo, cansaço físico extremo, preocupações, dúvidas e muitos outros sentimentos se misturam.

Além disso, durante a amamentação de fato, a mãe pode enfrentar dores no mamilo pela pega do bebê, seios muito duros, mastite, rachaduras e até fissuras. Vontade de desistir, achar que não dará conta e até a sugestão de outras alternativas podem ser tentadoras.

É exatamente nestas situações que a rede de apoio precisa estar presente e fortalecer a nova mãe que também acaba de nascer.

A rede de apoio é o grupo de pessoas que estão em volta da mãe e do bebê. É importante destacar que o suporte precisa ser diário e constante. Por isso, amigos, familiares e até colaboradores são fundamentais para que a amamentação seja um sucesso.

Veja o papel da rede de apoio no processo da amamentação:

- Oferecer atenção, carinho e paciência com a mãe e seu bebê.

- Realizar tarefas domésticas básicas, como cozinhar e lavar as roupas.

- Ficar com o bebê para que a mãe descanse, principalmente à noite.

- Levar o bebê até a mãe na hora da amamentação, e não o contrário.

- Acompanhar a mãe e o recém-nascido nas primeiras consultas.

- Se há outros filhos, oferecer suporte e afeto às crianças maiores.

Dicas e orientações para uma amamentação bem-sucedida

Além de informação e apoio, há outras orientações que podem ajudar a mãe no aleitamento.

- Pega correta: este talvez seja o assunto mais falado dentro do aleitamento materno. E isso não é à toa: ele é responsável por grande parte do êxito neste processo. 

Para que a pega seja feita da maneira ideal, o bebê precisa ter o corpo voltado para o da mãe, barriga com barriga. A cabecinha do neném precisa estar mais alta que o seu bumbum, na altura do seio da mãe. O queixo próximo à mama, e com a boca alcançando o máximo da aréola do seio, e não só o mamilo. Desta maneira, aumentam as chances de o bebê conseguir se alimentar naturalmente.

- Pega incorreta: barulhos vindos da boca do bebê enquanto ele se alimenta do leite materno não são corretos. Caso a mãe ouça estalos e outros sons, é preciso retirar a criança e recolocá-la. 

A dor também é sinal de pega incorreta - amamentar não dói. Mamilos e seios machucados também são sinais de pega errada. Nestes casos, é preciso experimentar novas posições e novas maneiras de aproximar o recém-nascido ao seio, e nunca o contrário.

- Seios machucados: não é preciso interromper o aleitamento. A mãe pode cuidar das mamas durante o processo. Para ajudar na cicatrização, pode-se passar o próprio leite nos mamilos, várias vezes ao dia. Não utilizar sutiã nem protetores, para que as mamas fiquem secas. Ainda, se possível, pegar um pouco de sol no local.

Outra coisa a se fazer é aplicar chá de camomila gelado nas feridas, já que a bebida tem efeito calmante. Lembrar de lavar com água antes de o bebê se aproximar das mamas.

- Produção excessiva de leite: é o momento para estocá-lo. Congelar o leite e aguardar os momentos que a mãe voltar da licença-maternidade, por exemplo. Leite materno congelado pode ser utilizado em até 3 meses.

- Empedramento e mastite: inflamação da glândula mamária. Nestes casos, também não é necessário interromper o aleitamento. Após a amamentação do bebê, a mãe deve fazer a ordenha para ajudar a esvaziar. Antes, massagear a mama com a ponta dos dedos no sentido horário, de fora para a direção da aréola, por pelo menos cinco minutos. Finalizar com compressas frias.

Caso a mastite evolua para febre, vermelhidão e pus, é essencial procurar um médico.

- Sempre que possível, a mãe precisa descansar entre as mamadas. É a hora de a rede de apoio agir.

- A mãe precisa repor líquidos e nutrientes, já que amamentar exige muito do corpo físico materno. 


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