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Dois médicos irmãos são réus por receber ao menos R$ 35 mil de plantões não cumpridos para Saúde de Itumbiara

Dois médicos do Samu de Itumbiara são denunciados por improbidade administrativa

Dois médicos do Samu de Itumbiara são denunciados por improbidade administrativa

Dois médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Hospital Municipal Modesto de Carvalho (HMMC) em Itumbiara, no sul de Goiás, respondem por desvio de ao menos R$ 35 mil. Segundo o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), os dois são irmãos e um deles escalou o outro em plantões de agosto de 2021 a janeiro de 2022, mas que não foram cumpridos.

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A denúncia foi aceita pela Justiça de Goiás no último dia 5 de maio, mas o caso só foi divulgado pelo MP-GO na sexta-feira (13).

À TV Anhanguera, a defesa dos médicos Rogério Cardoso Guimarães e Renato Cardoso Guimarães disse que não iria se posicionar sobre o caso.

A Prefeitura de Itumbiara informou, também à TV Anhanguera, que abriu um processo para investigar a conduta dos médicos. Ainda segundo a administração, Rogério foi exonerado do Samu em abril, mas ambos continuam trabalhando no HMMC.

O g1 entrou em contato com o Samu e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Itumbiara por e-mail às 7h15 deste domingo (15) e aguarda retorno com uma posição sobre o caso.

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Sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências em Itumbiara — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgências em Itumbiara — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Investigação

O MP-GO apurou que os irmãos receberam pagamentos sem prestar o serviço público para que foram contratados pelo município. Rogério responde por enriquecimento ilícito, facilitar enriquecimento ilícito e por negar publicidade de fatos oficiais. Já Renato, por enriquecimento ilícito.

De acordo com as investigações, Rogério era coordenador-geral do Samu na cidade e responsável por montar as escalas dos médicos socorristas. O MP apurou que ele favorecia a si mesmo e ao irmão, colocando mais plantões para os dois do que para outros profissionais. O órgão registrou ainda que, quando os irmãos estavam escalados juntos, só um ia trabalhar.

Conforme escrito pela promotora Ana Paula Sousa Fernandes na denúncia, “eram apresentadas escalas fictícias contendo um número de profissionais superior àquele que efetivamente cobria os plantões no Pronto-Socorro do HMMC e do Samu”.

Hospital Municipal Modesto de Carvalho — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Hospital Municipal Modesto de Carvalho — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

As investigações apontaram ainda que, em fevereiro deste ano, Rogério se escalou para trabalhar 660 horas, o que equivale a 27,5 dias de plantão.

Também de acordo com as apurações do MP, Renato recebeu R$ 35 mil entre agosto de 2021 e janeiro de 2022 por plantões no Samu de Itumbiara sem ter comparecido à unidade de saúde em nenhum dia desse período. Por isso, o órgão pediu à Justiça o bloqueio desse valor das contas dele.

O órgão também pede que ambos paguem R$ 500 mil de multa à Saúde municipal pelos danos causados. No entanto, até a publicação desta reportagem, as investigações não haviam apontado o valor total que os dois, juntos, teriam recebido de forma ilegal.

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