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Empresária acusada de matar mulher atropelada de propósito tinha consciência do que estava fazendo, aponta laudo

Empresária suspeita de matar mulher atropelada agrediu pessoas em distribuidora

Empresária suspeita de matar mulher atropelada agrediu pessoas em distribuidora

Depois de passar por exame de insanidade mental, a psiquiatra da junta médica do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) relatou em laudo que a empresária Murielly Alves Costa, de 27 anos, tem um tipo de transtorno de personalidade, mas que é totalmente capaz de entender o que estava fazendo quando atropelou e matou Bárbara Angélica Barbosa Silva numa distribuidora de bebidas, em Goiânia. Um vídeo gravou o atropelamento (veja acima).

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O g1 não conseguiu contato com a defesa da acusada até a última atualização dessa reportagem. A jovem segue presa até esta sexta-feira (14).

A vítima, que tinha 30 anos, estava com a esposa Kamyla Lima Canedo, no dia 21 de abril deste ano, em uma distribuidora com outras pessoas quando a acusada chegou. A investigação apontou que Murielly provocou clientes e agrediu o filho do dono. Algumas pessoas, entre elas as vítimas, tentaram conter a empresária e houve discussão. Depois, ela entrou no carro e atropelou as mulheres.

Durante o exame, a empresária disse que já fez tratamento psiquiátrico quando mais nova e alegou que só conseguiu se lembrar do atropelamento três meses depois, quando já estava presa.

A Polícia Técnico-Científica já emitiu laudo também, pouco tempo depois do crime, atestanto que a empresária tinha visão clara das vítimas antes de atingí-las com o carro.

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Empresária Murielly Alves Costa, acusada de matar Bárbara Angélica Barbosa atropelada, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Empresária Murielly Alves Costa, acusada de matar Bárbara Angélica Barbosa atropelada, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Exame

O laudo assinado pela psiquiatra Ana Paula Montoro, juntado ao processo em 11 de outubro deste ano, mostrou ainda que ela usou remédio para epilepsia até os 5 anos de idade.

A jovem contou que começou a fazer tratamento psiquiátrico aos 13 anos, depois de sofrer um suposto abuso, mas o tratamento era feito de forma irregular e atualmente não usava medicamento.

Murielly disse à médica disse que começou a consumir bebida alcoólica aos 13 anos e fazia isso todos os dias. Na prisão, ela está usando remédio para tratar alcoolismo, transtorno bipolar e depressão.

A mãe da acusada também foi ouvida e contou que a filha era muito agitada e dava crises nervosas. Por fim, a psiquiatra recomendou tratamento psicológico.

Empresária Murielly Alves Costa suspeita de matar Bárbara Angélica Barbosa e ferir Kamyla Lima atropelada em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Empresária Murielly Alves Costa suspeita de matar Bárbara Angélica Barbosa e ferir Kamyla Lima atropelada em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Discussão e crime

O Ministério Público de Goiás relatou na denúncia feita contra a empresária que durante a discussão, a esposa da vítima jogou um copo com cerveja na cabeça da acusada e atravessou a rua para se distanciar da confusão.

Murielly entrou no carro e o acelerou contra o casal. Kamyla foi atropelada e arremessada contra um açougue. Bárbara conseguiu se esquivar e tentou tirar a chave da ignição do carro. Porém, a empresária conseguiu dar ré e atingiu a segunda vítima, que morreu no local.

Kamyla foi socorrida e levada a um hospital. Ela sobreviveu. Já a acusada foi presa horas depois, em Nerópolis.

Viúva Kamyla Lima chora ao relembrar atropelamento de companheira Bárbara Angélica, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Viúva Kamyla Lima chora ao relembrar atropelamento de companheira Bárbara Angélica, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Família

Bárbara e Kamyla estavam juntas há oito anos e casadas há três. Juntas, elas cuidavam de dois filhos.

"Vou cuidar das nossas crianças. De lá, ela vai sentir muito orgulho da gente. Eles vão ser os homens que ela sempre sonhou que eles fossem", prometeu Kamyla.

Emocionado, o pai da vítima, Osirley José da Silva, contou que carinho e atenção eram duas das grandes qualidades da filha.

"Aquele sorriso aberto, sorriso largo de me abraçar, de ficar do meu lado. Uma pessoa super atenciosa, carinhosa, muito preocupada", descreveu o pai.

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