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Aérea do Paquistão suspende voos do Afeganistão devido à interferência do Talibã

A Pakistan International Airlines (PIA) anunciou nesta quinta-feira (14) que suspendeu os voos para o Afeganistão devido ao que descreveu como condições inviáveis ​​impostas pelo Talibã.

A companhia aérea disse que as imposições pioraram desde a formação do novo governo afegão no mês passado e que “a PIA e seu grupo de funcionárioas em Cabul foram tratados de forma muito dura pelos novos comandantes do Talibã”. A PIA disse que os comandantes têm “mudado os regulamentos e as permissões de voo nos últimos momentos em vez de cumprir os regulamentos internacionais”.

O comunicado também afirmou que o representante da companhia no país foi “mantido sob a mira de armas por horas quando deixou o complexo da embaixada do Paquistão” sob a “suspeita de ajudar e incentivar” pessoas que buscavam fugir do Afeganistão.

A PIA também acusa o Ministério da Aviação do Afeganistão de cortar pela metade o número de passageiros de um voo desta semana que já estava em processo de check-in. “Isso resultou em 176 pessoas, fugindo para salvar suas vidas, sendo enviadas de volta para casa pelos funcionários da companhia aérea, causando quase meio milhão de dólares de perda para a companhia aérea devido aos custos de seguro “, disse a companhia aérea.

A companhia aérea retomou alguns voos para Cabul em 13 de setembro, quase um mês depois que o Talibã invadiu a capital e assumiu o controle do Afeganistão.

O porta-voz da PIA, Abdullah Khan, disse à CNN hoje que a decisão de retomar os voos para Cabul “foi tomada por motivos puramente humanitários e com a forte insistência de organizações amigas”.

Khan disse que o seguro nesses voos é “tão alto” que é “simplesmente impossível operar voos regulares para Cabul, visto que ainda é considerada uma zona de guerra pelas seguradoras de aeronaves”.

“É muito frustrante que os regulamentos continuem mudando para cada voo e as autoridades sempre confundam as permissões de fretamento com as de horário”, completou.

Khan disse que a PIA reavaliaria sua decisão de suspender os voos “se a situação em terra melhorar e [se tornar] mais propícia para as operações internacionais”.

(Texto traduzido. Clique aqui para ler o original em inglês)


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