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Após era Trump, EUA voltam ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

A Assembleia-Geral das Nações Unidas elegeu os Estados Unidos para o Conselho de Direitos Humanos sediado em Genebra nesta quinta-feira (14), mais de três anos após o governo Trump sair da entidade devido ao que classificou como uma inclinação contra Israel e uma falta de reforma.

Sem concorrentes, os EUA receberam 168 votos na eleição secreta dos 193 membros da Assembleia-Geral. O país inicia seu mandato de três anos em 1º de janeiro de 2022 e manterá confrontos com Pequim e Moscou, que iniciaram mandatos no conselho neste ano.

O presidente norte-americano, Joe Biden, tomou posse em janeiro prometendo que os direitos humanos seriam o centro de sua política externa, e seu governo não se absteve de criticar a China por causa de Hong Kong e Taiwan e de denunciar a Rússia.

Mas uma análise da Reuters a respeito do desempenho da gestão Biden até o momento mostrou que várias vezes as preocupações com os direitos humanos em outros países foram postas de lado em favor de prioridades de segurança nacional e da interação com potências estrangeiras.

“Os EUA terão uma oportunidade de demonstrar o quão sério o governo Biden é para tornar os direitos humanos centrais para suas políticas”, disse o diretor da Human Rights Watch na Organização das Nações Unidas (ONU), Louis Charbonneau.

“Com muitos passos em falso até agora, eles deveriam usar seu tempo neste conselho para defender os direitos humanos igualmente entre amigos e inimigos”.

Os candidatos ao Conselho de Direitos Humanos são eleitos em grupos geográficos para garantir uma representação uniforme. Não houve disputas para eleger 13 novos membros e reeleger cinco membros hoje. Os membros não podem servir mais de dois mandatos consecutivos.

Nesta quinta, a Assembleia-Geral também elegeu Cazaquistão, Gâmbia, Benin, Catar, Emirados Árabes Unidos, Malásia, Paraguai, Honduras, Luxemburgo, Finlândia, Montenegro e Lituânia e reelegeu Camarões, Eritreia, Somália, Índia e Argentina.

Os Estados Unidos receberam o segundo menor número de votos, tendo mais apenas que a Eritreia, que obteve 144 votos.


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