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Grande desafio de Scholz será administrar tensões entre aliança, diz professor

O professor de Relações Internacionais da USP Kai Enno Lehmann afirmou, em entrevista à CNN nesta quarta-feira (24), que o novo primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, terá como um de seus principais desafios administrar a tensão entre os diferentes partidos que compõem o governo.

“Vai ser uma coalizão que vai exigir mais administração interna, porque são partidos muito diferentes, principalmente o Partido Liberal e o Partido Verde”, disse o professor.

Três dos principais partidos políticos da Alemanha apresentaram, nesta quarta-feira (24), um acordo para um novo governo de coalizão. Foi costurado que Olaf Scholz, do Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, assumirá o comando. Com isso, Angela Merkel deixa o cargo após 16 anos como chanceler.

O processo segue uma eleição apertada em setembro e dois meses de negociações para formar um novo governo.

Os três partidos da coalizão não são companheiros tradicionais. O FDP está mais geralmente alinhado com a centro-direita, ao invés do SPD e dos verdes, de tendência esquerda.

A questão fiscal é uma das várias divergências entre os partidos, porém, essa questão tende a ficar para depois, segundo Lehmann.

“Eles já acharam um acordo que é, basicamente, deixar esse problema para mais tarde. Ou seja, eles concordaram que no momento, com a nova onda, o país continuará gastando o que for necessário para sair da pandemia”, afirmou.

Questões ambientais

O Partido Verde alemão tem a intenção de abolir o quanto antes o uso de combustíveis fósseis, o que pode ser outro ponto de discordância entre os partidos da base do governo.

“O capítulo sobre política de clima, política de meio ambiente, tem claramente uma influência muito forte no Partido Verde. Dois pontos eu destacaria. Número um: o compromisso do país de não usar mais carvão para produzir energia até 2030, e forçar a produção de carros elétricos até 2030 também”, concluiu.

(*Com informações de Sheena McKenzie e Chris Stern, da CNN)


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