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Alec Baldwin entrega celular à polícia em investigação sobre morte de diretora

O ator Alec Baldwin entregou seu celular a policiais como parte da investigação sobre o assassinato fatal da diretora de fotografia Halyna Hutchins no set do filme “Rust”, disse à CNN o escritório do procurador do Condado de Santa Fé.

Um porta-voz do gabinete do xerife do Condado de Santa Fé confirmou à CNN que o ator forneceu seu telefone a policiais no Condado de Suffolk, Nova York, que ajudaram as autoridades do Novo México a obter o dispositivo.

“Eles coletarão informações do telefone e fornecerão ao gabinete do xerife do Condado de Santa Fé as evidências coletadas”, disse o porta-voz do Xerife do Condado de Santa Fe, Juan Rios.

“O gabinete do xerife do Condado de Santa Fé ainda não tem a posse física dos dados a serem recuperados do telefone Baldwin”, acrescentou Rios, mas observou que “isso está em processo”.

Hutchins foi morta a tiros em 21 de outubro durante um ensaio para uma cena em uma igreja no Bonanza Creek Ranch. O diretor Joel Souza também ficou ferido no tiroteio.

No final do ano passado, Baldwin disse a George Stephanopoulos, da ABC, que a cena mostraria o ator engatilhando a arma, e ele e Hutchins estavam discutindo como ela queria posicionar a mão dele antes que a arma disparasse, dizendo então: “Eu nunca apontaria uma arma para qualquer um e, em seguida, puxaria o gatilho”.

Aaron Dyer, advogado civil de Baldwin, confirmou em comunicado à CNN que seu cliente voluntariamente entregou seu celular às autoridades na manhã de sexta-feira (14).

“Mas este assunto não é sobre o telefone dele, e não há respostas em seu telefone. Alec não fez nada de errado. É claro que ele foi informado de que era uma arma fria e estava seguindo instruções quando esse trágico acidente ocorreu”, disse Dyer no comunicado.

“A verdadeira questão que precisa ser respondida é como as munições reais chegaram ao set em primeiro lugar”, acrescentou o comunicado.

O que as autoridades estão procurando obter

Um mandado de busca foi emitido para o celular de Baldwin no mês passado, de acordo com documentos judiciais do condado de Santa Fé, Novo México.

As autoridades estão procurando obter mensagens, registros de chamadas, fotos e vídeos digitais, bem como quaisquer mensagens privadas enviadas em plataformas de mídia social em relação à produção de “Rust”, segundo o mandado. Elas também procuram obter vídeos, fotos e mensagens excluídas no telefone relacionadas ao filme.

Em um vídeo postado em sua conta do Instagram no início de janeiro, Baldwin disse que estava cooperando com as autoridades, afirmando que o processo das autoridades de solicitação do seu telefone leva tempo e eles precisam “especificar exatamente o que querem”.

O ator acrescentou que qualquer sugestão de que ele não estava cumprindo o mandado de busca era “uma mentira”. No vídeo, ele acrescentou que está “trabalhando, insistindo, exigindo” a verdade sobre o que aconteceu.

Dyer disse no mês passado que o ator estava cooperando com as autoridades e eles estavam confiantes de que as evidências mostrariam que o ator não era responsável pelo que aconteceu.

Armeira processa fornecedor de armas e munições do filme

Hannah Gutierrez Reed, a armeira no set, carregou a arma com o que ela achava que eram balas falsas antes que Baldwin a usasse no set, disseram advogados da profissional em novembro.

Jason Bowles, advogado de Gutierrez Reed, disse que na época havia uma caixa de cartuchos falsos rotulados, e a armeira tirou munição dessa caixa e carregou a arma “só para descobrir mais tarde – e ela não tinha ideia – ela inspecionou as balas, que houve uma bala de verdade.”

“Agora não sabemos, no entanto, se essa bala veio daquela caixa. Estamos assumindo que sim”, disse Bowles.

Dois membros da equipe disseram à CNN que Gutierrez Reed usou armas incorretamente em um projeto de filme anterior.
Gutierrez Reed está processando o fornecedor de armas e munições de “Rust”.

Na queixa apresentada este mês, Gutierrez Reed acusa a PDQ Arm and Prop e seu fundador Seth Kenney de violação de práticas comerciais, rótulos de produtos falsos e enganosos e deturpações falsas e materiais. Gutierrez Reed alega que Kenney vendeu a ela uma munição fictícia com cartuchos reais misturados.

A denúncia também inclui alegações de irregularidades de vários outros envolvidos na produção.


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