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Lockdown em Xangai deve afetar commodities e abastecimento de peças, diz analista

Ainda não é possível mensurar a extensão do impacto do lockdown na China – que vive um novo surto de Covid-19 – para a economia do país e do mundo, avaliou à CNN Rádio o analista de Inteligência Qualitativa no Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da FGV, Leonardo Paz Neves.

“Não há clareza sobre o fechamento de empresas, o fato de ter Xangai sob lockdown restrito, seria como se fosse São Paulo, um grande centro industrial e financeiro”, comparou.

O analista reforçou que essa paralisação certamente afetará a cadeia de produção: “Na medida em que o lockdown mais severo dura mais, empresas param, traders não estão fechando grandes negócios e quanto mais demorar, maior será o impacto.”

Isso trará reflexos para o Brasil, já que o país oferece commodities agrícolas e minerais à China: “O Brasil é grande produtor de ambos, quanto mais a economia chinesa fica travada, pior para a economia brasileira.”

“Numa situação como essa, as construções param e o Brasil deixa de fornecer produtos, é pior para o mercado de commodities, que perde um grande comprador”, completou.

Outro fator é na falta de insumos, devido ao “gargalo logístico” causado pela paralisação da produção. “Fábricas estão parando de produzir, uma das principais de iPhone já parou, Huaweii também vai ter que parar, vai faltar peças pelo mundo todo, de partes de material eletrônico, por exemplo.”

Leonardo ainda avaliou o anúncio de que o PIB da China cresceu 4,8 por cento nos primeiros três meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

Ele reforçou que esse crescimento não reflete o lockdown: “A preocupação é com o segundo trimestre chinês, o lockdown de 3 semanas, entrando na quarta, não tem perspectiva de acabar em futuro próximo.”


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