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Processo de adesão da Finlândia à Otan seria tranquilo e rápido, diz Stoltenberg

A adesão da Finlândia à Otan fortaleceria tanto a aliança militar ocidental quanto a Finlândia, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, nesta quinta-feira (12).

“Se a Finlândia decidir se candidatar, eles serão calorosamente recebidos na Otan, e o processo de adesão será tranquilo e rápido”, disse Stoltenberg depois que a Finlândia anunciou que se inscreveria para ingressar na Otan “sem demora”.

“A Finlândia é um dos parceiros mais próximos da Otan, uma democracia madura, um membro da União Europeia e um importante contribuinte para a segurança euro-atlântica”, completou.

Guerra mudou cenário

Desde a invasão russa da Ucrânia, Finlândia e Suécia estão considerando a possibilidade de solicitar a adesão à aliança, o que marcaria uma importante mudança política para a região nórdica.

O presidente finlandês Sauli Niinisto e a primeira-ministra Sanna Marin disseram, em uma declaração conjunta, esperar que “as medidas nacionais ainda necessárias para tomar esta decisão sejam tomadas rapidamente dentro dos próximos dias”.

Na Suécia, o parlamento está realizando uma revisão da política de segurança, incluindo os prós e os contras da adesão à aliança, com os resultados previstos para sexta-feira. Já há uma maioria no parlamento em apoio à adesão à Otan.

Paralelamente, o partido social-democrata no poder decidirá no domingo se deve abandonar a oposição de longa data à adesão à Otan.

Se a Finlândia tentar, é provável que a Suécia faça o mesmo, pois não gostaria de ser o único país nórdico fora da aliança. Outros países nórdicos – Noruega, Dinamarca e Islândia – aderiram ao pacto como membros fundadores.

Várias pesquisas recentes sugerem uma maioria de suecos a favor — algo nunca visto antes da invasão da Rússia.

A Finlândia e a Suécia gostariam de ter algumas garantias de que os países membros da Otan os defenderiam enquanto qualquer pedido fosse processado e até que se tornassem membros plenos.

A ratificação pode levar um ano, dizem os diplomatas da Otan, pois os parlamentos de todos os 30 países-membro precisam aprovar novos membros.


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