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Morte da Rainha é um desafio para a monarquia britânica - Notícias - R7 Internacional

Quando Elizabeth Alexandra Mary nasceu, em 1926, 147 anos depois de iniciada a Revolução Francesa (aquela que simbolicamente decapitou a aristocracia europeia), o mundo estava às portas de seu mais agitado período moderno. Uma segunda guerra mundial depois, em 2 de junho de 1953, Elizabeth 2ª  foi coroada rainha do Reino Unido da Grã-Bretanha.

Até hoje (8/09), é a mais bem sucedida e longeva encarnação da monarquia britânica. A rigor, a soberana será por muito tempo a única boa referência de um sistema de governo que a história condenou a ser uma raridade disponível (com muitas concessões) em 44 dos 193 países do mundo.

Vossa Majestade, com justiça, está sendo saudada por sua exemplar submissão à liturgia do cargo que ocupou. Não há realeza que se aproxime de sua popularidade, admiração e, sobretudo, respeito. Buscar críticas à personalidade de Sua Alteza é uma tarefa, mais que inglória, inútil.

Até os livros escolares ingleses registram como se deu o brutal desmonte do império intercontinental da mais poderosa e extensa dinastia secular ocidental. Elizabeth acompanhou e administrou esse declínio com inegável inteligência tática e estratégica. Era, sim, uma estadista – e jamais se permitiu demonstrar fraqueza ou decadência. Ao contrário, sempre foi tratada com extrema reverência por presidentes, premiês e seus pares monárquicos.

Muitos anunciarão que a morte da rainha Elizabeth encerra uma era. Talvez, pela dificuldade que seus sucessores terão em manter a aura construída em sete décadas de reinado. Charles III, o primogênito, assume o trono aos 73 anos. Que deus o salve.


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