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Justiça absolve acusado de agredir e matar a esposa de 72 anos em Tatuí

Homem foi preso suspeito de matar a esposa em Tatuí — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Homem foi preso suspeito de matar a esposa em Tatuí — Foto: Polícia Militar/Divulgação

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) absolveu o homem acusado de agredir e matar a esposa de 72 anos no ano passado, em Tatuí (SP). A sentença foi publicada no início da tarde desta quarta-feira (22).

Anísio Moreira Satel respondia pelo crime de homicídio qualificado, pois foi apontado como autor das agressões e morte de sua companheira, Adelaide Selma Paulino Rende Satel.

A decisão pela absolvição foi tomada depois que o réu passou por um júri popular, que começou às 12h de terça-feira (21). Durante o júri, nove testemunhas foram ouvidas, o réu foi interrogado e depois houve um debate.

Segundo a sentença, o Ministério Público sustentou a tese acusatória, pedindo a condenação do réu por homicídio qualificado por motivo fútil e por razões da condição do sexo feminino da ofendida, além da causa de aumento porque a vítima era maior de 60 anos.

Já a defesa pediu a absolvição do réu por negativa de autoria e, por maioria dos votos, os jurados absolveram o acusado "por não existir prova suficiente para a condenação", conforme o TJ. A partir disso, foi expedido um alvará de soltura para Anísio.

Adelaide Selma Paulino Rende Satel era parteira há mais de 30 anos em Tatuí — Foto: Arquivo Pessoal

Adelaide Selma Paulino Rende Satel era parteira há mais de 30 anos em Tatuí — Foto: Arquivo Pessoal

Inicialmente, o júri de Anísio estava marcado para o dia 17 de agosto, mas ele não foi encontrado para a sessão plenária porque trocou de casa sem comunicar a Justiça e acabou não recebendo a intimação, de acordo com o TJ.

Por causa disso, equipes da Polícia Militar realizaram diligências pela cidade para tentar localizar Anísio e o encontraram em um condomínio localizado no bairro São Martins. Na época, Anísio foi preso preventivamente e o júri foi remarcado.

Crime

Adelaide foi morta na manhã do dia 29 de junho de 2020 após ficar cinco dias internada com ferimentos graves depois de sofrer agressões.

O crime aconteceu na casa onde o casal morava, no bairro Jardim Santa Cruz. A polícia e equipes de resgate foram chamadas e fizeram o atendimento à mulher no dia da agressão, ocorrida em 24 de junho.

Anísio chegou a ser ouvido e um boletim de ocorrência por lesão corporal e violência doméstica foi registrado. Com a morte, a polícia acrescentou à investigação o crime de homicídio.

De acordo com o boletim de ocorrência, vizinhos do casal acionaram a polícia após ouvirem gritos por socorro e, durante uma tentativa de ajudar a vítima, foram recebidos com agressões e tiveram um carro e uma moto depredados pelo homem.

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Ainda conforme o boletim de ocorrência, o suspeito alegou que a esposa tinha depressão, fazia uso de medicamentos controlados e, após dizer que "ficaria na dele", a mulher teria se atirado pela janela do quarto.

Os vizinhos foram levados ao pronto-socorro da cidade, onde passaram por exames de corpo de delito. Já a idosa, que sofreu fraturas no braço e um traumatismo craniano, precisou ser internada.

Em julho de 2020, o homem foi preso na casa onde morava, mesmo local do crime. A prisão foi acompanhada por diversos manifestantes, que passaram parte da tarde e da noite em frente à residência do homem pedindo a prisão dele.

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