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Acidente aéreo em Boituva: o que se sabe sobre o pouso forçado de avião que provocou mortes de paraquedistas

Avião caiu em Boituva (SP) na quarta-feira (11) — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

Avião caiu em Boituva (SP) na quarta-feira (11) — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

O pouso forçado de um avião que levava um grupo de paraquedistas em Boituva, no interior de São Paulo, provocou a morte de dois atletas e deixou outros dez feridos.

O acidente aconteceu no início da tarde quarta-feira (11), logo depois que a aeronave decolou do Centro Nacional de Paraquedismo (CNP). A causa do acidente é desconhecida e as autoridades seguem com a investigação.

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Confira abaixo o que se sabe e o que falta esclarecer sobre o acidente aéreo:

  • O que teria causado o acidente?

Conforme relato das vítimas à polícia e também às equipes de reportagem do g1 e TV TEM, o avião Cessna Aircraft 208 teve uma pane no motor logo depois de decolar. Com isso, a aeronave começou a perder altitude. O piloto tentou fazer um pouso de emergência em um terreno na zona rural da cidade.

Ainda conforme as vítimas, o avião tocou o solo duas vezes quando, na terceira vez, bateu em um morro ao lado de uma estrada de terra e capotou.

  • Quantas vítimas morreram?

Duas pessoas que estavam na aeronave morreram. Elas foram identificadas como André Luiz Warwar, de 53 anos, e Wilson José Romão Júnior, de 38.

Vítimas foram identificados como André Luiz Warwar, de 53 anos, e Wilson José Romão Júnior, de 38, em Boituva (SP) — Foto: Arquivo pessoal

Vítimas foram identificados como André Luiz Warwar, de 53 anos, e Wilson José Romão Júnior, de 38, em Boituva (SP) — Foto: Arquivo pessoal

André era funcionário da área de tecnologia da TV Globo e dirigia filmes. Era também um paraquedista experiente. Em 2017, ele lançou seu primeiro longa-metragem, o filme "Crime da Gávea".

Wilson, também conhecido Juninho Skydive, era profissional do esporte e instrutor de salto.

  • Quantos atletas ficaram feridos?

O avião estava com 16 pessoas no momento do acidente - 15 esportistas e o piloto. Doze pessoas foram socorridas, entre elas André Warwar e Juninho Skydive, que não resistiram ao ferimentos.

As vítimas foram levadas para hospitais de Boituva, Tatuí e Sorocaba. Até a tarde desta quinta-feira (12), ao menos três seguiam internadas. Quatro pessoas não precisaram de atendimento médico.

  • A aeronave estava com a documentação em dia?

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave Cessna Aircraft 208, ano de fabricação 1992, está com a documentação em dia e apta para fazer o voo de salto de paraquedistas.

O avião, porém, já havia se envolvido em outra ocorrência no Centro Nacional de Paraquedismo (CNP), quando houve a morte de um paraquedista em 2012.

Naquela ocasião, o paraquedista Alex Adelmann, com 33 anos, foi atingido na nuca pela asa da aeronave logo salto no CNP, segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Uma câmera acoplada ao capacete da vítima registrou o momento do impacto.

Paraquedista Alex Adelmann foi atingido pela asa do avião durante salto em Boituva — Foto: Arquivo pessoal

Paraquedista Alex Adelmann foi atingido pela asa do avião durante salto em Boituva — Foto: Arquivo pessoal

A "Skydive4Fun", empresa responsável pela aeronave, afirmou que a aeronave tinha capacidade máxima para 15 paraquedistas e estava com todas as rotinas de manutenção em conformidade com as normas e regulamentos da Anac.

  • Onde ocorreu o acidente?

O acidente aconteceu em um terreno na zona rural próximo ao Centro Nacional de Paraquedismo (CNP).

O CNP é um espaço com 99 mil metros quadrados que promove aproximadamente 20 mil saltos por mês. De acordo com a Prefeitura de Boituva, é o local onde mais se salta de paraquedas no mundo.

Avião caiu em Boituva, no interior de SP — Foto: Polícia Militar/Divulgação

Avião caiu em Boituva, no interior de SP — Foto: Polícia Militar/Divulgação

  • Quem está investigando?

Acidentes aéreos no Brasil são investigados pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). O órgão é ligado à Força Aérea Brasileira (FAB), que informou que investigadores do Cenipa foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência em Boituva.

Conforme a FAB, na ação inicial, "são utilizadas técnicas específicas, conduzidas por pessoal qualificado e credenciado, os quais realizam a coleta e confirmação de dados, a preservação de indícios, a verificação inicial de danos causados à aeronave, ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias ao processo de investigação".

A prefeitura informou que duas reuniões foram realizadas recentemente sobre o protocolo de atendimento de segurança, adoção de procedimentos e melhorias na gestão, estrutura e operação das atividades no CNP.

A investigação do Cenipa, no entanto, tem o intuito de atualizar protocolos de segurança e evitar novos acidentes. Na esfera criminal, a investigação fica por conta da Polícia Civil, que abriu um inquérito.

Aeronave faz pouso de emergência em Boituva— Foto: Arquivo pessoal

Aeronave faz pouso de emergência em Boituva — Foto: Arquivo pessoal

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