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Itália, Espanha e França convivem com novas restrições para conter a pandemia de Covid

Itália e Espanha voltam a ter toque de recolher; França estuda novas restrições

Itália e Espanha voltam a ter toque de recolher; França estuda novas restrições

Italianos e espanhóis voltaram a conviver com o toque de recolher. E a França estuda endurecer ainda mais as restrições.

Em semi-lockdown, a Itália aumentou ainda mais o número de testes com novas instalações de drive-in e ajuda de militares. Havia filas de até seis horas para um teste de Covid.

Neste domingo (25), o país atingiu um novo recorde de infecções: mais 21 mil casos e 128 mortes. Os hospitais começam a ficar lotados em várias regiões. Mais medidas foram anunciadas e devem durar até 24 de novembro.

Acabaram os jantares no restaurante. Só os almoços serão permitidos. Bares e restaurantes vão fechar às 18 horas. Ficam fechadas as piscinas públicas, academias de ginástica e instalações de esqui. Teatro e cinema também fecham as portas. Estão proibidos os congressos, simpósios e as festas, mesmo dentro de casa. O decreto recomenda que os italianos peguem transporte público só para ir trabalhar, estudar ou por razões de saúde.

O primeiro-ministro, Giuseppe Conte, disse que as medidas devem controlar a curva crescente da epidemia para um Natal sereno.

Na França, o toque de recolher já atinge áreas onde vivem dois terços da população. O conselho científico que assessora o presidente Emmanuel Macron disse que a situação é crítica. A França esperava uma segunda onda, mas o governo se diz surpreendido com a força dela. Neste domingo, foram 52 mil novos casos e mais de 2.500 pacientes na UTI.

Na Espanha, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, anunciou um novo estado de emergência, que deve durar até maio. Ele impôs o toque de recolher das 23h às 6h a todas as regiões, exceto às Ilhas Canárias. Na Catalunha, parques e praças públicas estavam vazios e os que não estavam, receberam a visita da polícia.

Seguindo as ações da Itália, a Espanha impôs um isolamento rigoroso no início da pandemia. Depois, relaxou as restrições durante o verão. Agora, está vivendo a sua segunda onda com um dos maiores números de infecções da Europa ocidental. O número de casos na Espanha, nesta sexta-feira (23), passou de um milhão.

Na noite desta segunda (26), houve protesto contra as medidas do governo italiano. Em Milão e Turim, no norte do país, organizações neofascistas se infiltraram nas manifestações. Houve ataques a lojas. Dois policiais ficaram feridos. No sul da Itália, as manifestações são estimuladas pela Camorra, a máfia napolitana .


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