Carregando...

Pelo menos sete estados e o DF registram taxa de ocupação de UTIs para Covid acima de 90%

UTIs de Covid de 7 estados e do DF já passam de 90% de ocupação

UTIs de Covid de 7 estados e do DF já passam de 90% de ocupação

A taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid passa dos 90% em mais sete estados e no Distrito Federal.

Numa pandemia que se estende, o cenário de emergência já dura mais de um ano. Pequeno, com só 60 leitos, o hospital de campanha de Santa Cecília, no centro de São Paulo, recebeu pacientes que chegaram de Campo Grande, onde a capacidade de cuidar se esgotou.

A capital paulista se prepara para um aumento no número de casos.

“A nossa equipe de planejamento imagina que, por volta do dia 17, nós poderemos ter uma taxa de ocupação semelhante àquela já no pico da segunda onda, que foi no mês de abril”, definiu Edson Aparecido, secretário Municipal de Saúde de São Paulo.

Ao menos sete estados brasileiros mais o Distrito Federal registram ocupação de UTIs acima de 90%.

O chefe da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas explica que, até em centros de referência, a espera por leitos aumenta o risco de morte dos pacientes.

“Eles têm que aguardar mais tempo para serem atendidos, e a gente sabe que a partir do momento em que o paciente tem indicação de admissão em terapia intensiva, a partir desse momento até o momento em que ele começa efetivamente a ser tratado em um leito de terapia intensiva, esse tempo está relacionado a um aumento maior de letalidade. Quanto maior o tempo decorrido entre a indicação e o início do tratamento, maior a morbidade e a letalidade nesses casos”, explicou Jaques Sztajnbok, chefe da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas – SP.

Nem o estado de São Paulo, que tem a maior infraestrutura hospitalar do país, tem espaço de sobra. São 11 mil pacientes internados em estado grave pela primeira vez desde 23 de abril. E é isso que preocupa os médicos que olham para os gráficos da pandemia de dentro das UTIs.

Uma terceira onda de casos começa a se desenhar sem que a segunda tenha terminado, com a taxa de transmissão e o número de internações num nível alto, e o sistema de saúde perto do limite.

“Então, eu tenho uma onda sobre outra onda, continuamos com uma transmissão muito alta. Por isso, essa terceira onda é a piora da segunda. Qualquer aumento abrupto de casos pode significar um colapso imediato. Nós precisamos ver suprimento do kit intubação, nós precisamos ver disponibilidade de leitos, mas sobretudo não se controla essa epidemia pela assistência - assistência é tentar tampar os buracos de uma peneira. Nós temos que controlar a transmissão. Conter a transmissão”, ressaltou Sérgio Zanetta, médico sanitarista, professor de Epidemiologia e Saúde Pública no Centro Universitário São Camilo.


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*