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Conta de luz vai subir quase 7% a partir desta quarta (1º)

Conta de luz vai subir quase 7% a partir desta quarta (1º)

Conta de luz vai subir quase 7% a partir desta quarta (1º)

O brasileiro vai ter um novo reajuste na conta de luz a partir desta quarta-feira (1º). O governo anunciou a criação da bandeira tarifária de escassez hídrica, no valor de R$ 14,20 a cada 100 kW/h. Na prática, as contas vão ficar quase 7% mais caras.

A nova bandeira tarifária vai entrar no lugar da bandeira vermelha patamar 2, que está em vigor desde julho e até agora era a mais cara do sistema, com valor de R$ 9,49 por cada 100 kW/h.

A bandeira tarifária da escassez hídrica será quase 50% mais cara: R$ 14,20 para cada 100 kW/h consumidos. Ela entra em vigor nesta quarta e vai até abril de 2022. Ficam de fora da nova bandeira consumidores de baixa renda e moradores de Roraima.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica, André Pepitone, disse que, por causa da crise hídrica, o governo teve que acionar as usinas térmicas, que produzem uma energia mais cara, e também importar energia da Argentina e do Uruguai, o que gerou mais custo, que precisa ser pago.

“Eu sempre faço uma projeção de arrecadação para os próximos 12 meses na tarifa. A gente trabalha com projeções. E aí eu complemento o custo da geração com a bandeira. E os estudos que foram feitos apontam que para o mês de setembro, outubro e novembro, o pagamento de todos esses combustíveis e a importação de energia vai gerar um custo de R$ 8,6 bilhões. Então, ao unir o valor dá para custear as despesas da geração bem como equilibrar as receitas e as despesas da conta bandeira. Então, eu tenho que arrecadar R$ 13 bilhões nas contas de energia. E a forma de se arrecadar esse valor é por meio da bandeira. Então foi criada pela a bandeira escassez hídrica”, explica o diretor-geral da Aneel.

Os estudos técnicos da Aneel serviram de base para o valor da nova taxa, mas não foi só isso. A decisão foi tomada pelos ministros responsáveis pela gestão da crise de energia, que levaram em consideração o avanço da inflação. A nova bandeira significa um aumento de quase 7% na conta, e como quase tudo depende de energia elétrica, o valor de produtos e serviços acaba subindo também.

Ao mesmo tempo, para estimular a redução do consumo de clientes residenciais e em pequenos comércios, o governo anunciou que vai pagar uma espécie de bônus para quem conseguir diminuir as faturas de setembro a dezembro de 2021 na comparação com o mesmo período de 2020.

Quem conseguir cortar de 10% a 20% nesse consumo, recebe um desconto de R$ 0,50 por cada kW/h. O cálculo vai ser feito de setembro a dezembro pela distribuidora e o bônus será pago somente em janeiro.

Os recursos para bancar o desconto vão sair de uma taxa - encargo de serviços do sistema, que é cobrada nas tarifas de energia do próprio consumidor. Ou seja, no fim, o bônus vai ser custeado pelos próprios consumidores de energia.

Questionado se há risco de apagão, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, não respondeu diretamente, mas disse acreditar estar no caminho certo.

“A fotografia de hoje é essa. Nós não temos como prever o futuro. Em face do custo da geração ter aumentado, foi necessária essa bandeira de escassez hídrica, em face do momento excepcional. Nós acreditamos que essas medidas sejam suficientes. E nós monitoramos o sistema permanentemente. Nós temos que ter também a liquidez no sistema, o equilíbrio do sistema. Por isso que essas medidas são implementadas. E elas serão implementadas sempre que se fizerem necessárias, no sentido de reduzir o custo da energia. Se reduzir o custo da energia, nós vamos reduzir a tarifa. E tudo indica que nós estamos no caminho certo”, diz o ministro.


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