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Polícia de Goiás conclui que incêndios na Chapada dos Veadeiros foram criminosos

Polícia de Goiás conclui que incêndios na Chapada dos Veadeiros foram criminosos

Polícia de Goiás conclui que incêndios na Chapada dos Veadeiros foram criminosos

A Polícia Civil de Goiás concluiu que foram criminosos os incêndios do mês passado na Chapada dos Veadeiros.

A investigação apontou vários focos diferentes na região, um deles provocado pelo produtor rural Gilberto Almeida Furtado. No fim de setembro, a Polícia Civil e fiscais do Instituto Chico Mendes estiveram na fazenda dele. O fazendeiro negou que tivesse ateado fogo.

“Como que esses restos de material da sua atividade de limpeza de pastagem pegaram fogo?”, pergunta o fiscal.

“Foi o fogo que veio e ninguém sabe de onde que veio”, respondeu o fazendeiro.

Com a ajuda de drones e de imagens de satélites, os peritos concluíram que o fogo foi usado intencionalmente para queimar restos de árvores de um desmatamento. E que dos 28 mil hectares queimados na Chapada dos Veadeiros, 14 mil foram por conta do incêndio provocado na fazenda.

O fazendeiro foi indiciado por dois crimes, com penas que podem chegar a nove anos de prisão.

“É o crime de causar incêndio gerando risco à segurança pública, e também um crime previsto na Lei dos Crimes Ambientais, que é cortar árvores em área de preservação permanente”, explica o delegado José Antonio Machado Sena.

A Polícia Civil concluiu outras duas investigações. Indiciou um morador de Alto Paraíso por ter ateado fogo intencionalmente. E dois trabalhadores que acidentalmente provocaram um foco de incêndio com as faíscas de uma serra elétrica.

O fogo na Chapada dos Veadeiros durou 13 dias. Mais de 200 brigadistas e bombeiros trabalharam no combate ao fogo.

“O recado dado é que não existe impunidade. Se as instituições conseguem de fato ter essas provas, e a gente provou que é possível, a gente consegue chegar até a autoria e materialidade desses crimes ambientais”, diz João Morita, coordenador de prevenção e combate a incêndios do ICM-Bio.

Gilberto Almeida Furtado não deu retorno às ligações do Jornal Nacional.


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