Carregando...

Fãs chegam de fora do país para show de despedida de Milton Nascimento, em Belo Horizonte

Fãs chegam de fora do país para show de despedida de Milton Nascimento, em Belo Horizonte

Fãs chegam de fora do país para show de despedida de Milton Nascimento, em Belo Horizonte

Quando um artista do tamanho de Milton Nascimento anuncia a última sessão de música, fãs de todos o cantos começam a chegar a Belo Horizonte, para ver, de perto, o show que encerra, neste domingo (13), a carreira desse gigante nos palcos.

Foi um passeio musical cruzando a Belo Horizonte (MG) que conta a trajetória do Clube da Esquina e do Milton Nascimento.

“Saber mais da história, vivenciar, estar dentro deste momento é muito importante. Eu estou muito emocionada,”, conta a aposentada Rita Souza Costa.

Amigas vieram de Salvador com os filhos. “A gente está fazendo 30 anos de formadas, amizade de 34 anos, e resolvemos comemorar aqui, vivenciando esse último show de Milton”, diz a assistente social Deniz Menezes.

Teve parada no museu-bar do Clube da Esquina, o movimento musical que Milton criou nos anos de 1960 em Minas Gerais, com Toninho Horta, Wagner Tiso, Lô e Márcio Borges e Beto Guedes.

Para o consultor Carlos Frontes, o local é um palco sagrado. “Nesse palco, já pisaram todos os artistas. Você olha para a parede e vê fotos; o que você sente aqui, a energia desse lugar é muito sensacional”, conta.

Está sendo um aquecimento para este domingo (13). Os fãs passaram a tarde cantando as músicas do Milton Nascimento e celebrando a oportunidade de estarem em Belo Horizonte para assistir ao último show do Bituca.

E teve esforço para estar aqui. A técnica em informática Monique de Oliveira Verhoeven veio da Bélgica.

“Comprei ingresso, falei: não sei como vai ser, se eu vou conseguir chegar, mas deu parar chegar”, conta Monique. "Tudo por Bituca".

O piloto Dinelson Pires veio de moto do interior de São Paulo. Fez uma paradinha em Três Pontas, no sul de Minas, onde o Milton cresceu. E teve sorte:

“Lá eu tive a felicidade de conhecer uma das irmãs do Milton, que é a Bete. A Bete me convidou para tomar um cafezinho dentro da casa”, compartilha Dinelson.

Na esquina onde Milton compôs tantas músicas ao lado dos amigos, um brinde aos 60 anos de carreira.

“Quando eu e o Bituca compúnhamos uma música, a gente chamava nossas músicas de nossas filhas, e a cada nascimento de uma filha, a gente comemorava batizando-as com uma batida de limão”, conta Márcio Borges, compositor e integrante do Clube da Esquina.

“Ele está dando um tempo dos palcos, mas ele jamais vai abandonar a música. A música é a alma dele, a nossa alma, e ele jamais vai abandonar a alma dele por aí”, conclui Márcio Borges.


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*

Calendar