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Figuras de ação: conheça maranhenses que colecionam milhares de peças inspiradas em personagens da ficção

Action Figure do personagem Doutor Estranho (Marvel) exposto em São Luís — Foto: Divulgação/Volts

Action Figure do personagem Doutor Estranho (Marvel) exposto em São Luís — Foto: Divulgação/Volts

Quem já foi criança, certamente lembra de ter tido um brinquedo favorito. Os amigos Diego Coqueiro e Igor Monteiro, por exemplo, têm algumas coisas em comum: são maranhenses, viveram a infância nos anos 80, tiveram brinquedos favoritos e, ainda que, coincidentemente, ambos sejam arquitetos, se conheceram na vida adulta por compartilharem o colecionismo de "figuras de ação" como hobby.

Ainda que não seja a descrição mais adequada, figuras de ação (ou action figures, em inglês) nada mais são que bonecos com traços altamente detalhados de personagens de filmes, séries ou animações. Por isso, os colecionadores não costumam chamar as peças de bonecos, mas, sim, de "figuras de ação" ou "colecionáveis'.

"O nível de detalhe é o diferencia a 'figura de ação' do boneco tradicional comprado em lojas infantis, por exemplo. Pra gente, a figura de ação tenta ser o mais fiel possível ao personagem retratado", explica Diego Coqueiro.

O arquiteto Diego Coqueiro já tem uma coleção de figuras de ação que passa de mil peças — Foto: Reprodução/Divulgação/Volts

O arquiteto Diego Coqueiro já tem uma coleção de figuras de ação que passa de mil peças — Foto: Reprodução/Divulgação/Volts

No Maranhão, existem, pelo menos, 100 colecionadores participando de grupos e comunidades de apaixonados por colecionar os mais diferentes tipos de produtos: figuras de ação, carrinhos, aviões, bonecas, coleções inteiras de um super-herói específico e por aí vai.

Igor Monteiro, por exemplo, antes de ser arquiteto, já fazia coleções de artigos relacionados aos filmes e animações que gostava.

"Eu coleciono desde moleque. Comecei com quadrinhos, depois foi pros action figures. Uma coisa foi puxando a outra. Não tenho um cálculo preciso, mas já tenho esse hobby há uns 35 anos. Tanto que na minha casa já tenho mais de 2 mil peças", disse.

Igor Monteiro é arquiteto e coleciona objetos dos personagens favoritos há 35 anos — Foto: Reprodução/Facebook

Igor Monteiro é arquiteto e coleciona objetos dos personagens favoritos há 35 anos — Foto: Reprodução/Facebook

Quanto custa manter esse hobby?

Durante a semana do dia das crianças, os arquitetos estiveram expondo parte de suas coleções em um evento gratuito chamado "Mundo Action", que chamou atenção de centenas de pessoas de um shopping da capital, entre adultos e crianças, que tinham como uma das principais curiosidades: quanto custa manter esse hobby?

"Não é barato. Esse hobby é uma paixão. Como toda paixão, a gente acaba tendo uma gana por isso e a gente acaba despendendo um pouco mais em algumas peças", disse Diego, lembrando que nem todo action figure é caro. "É possível começar a colecionar com peças mais em conta e, a partir disso, ir dando passos maiores. Existem peças que custam menos de R$ 100 até peças que custam R$ 10 mil", explicou.

Existem diferentes categorias de colecionáveis e o nível de detalhe influencia diretamente no preço do produto. Fazendo uma busca rápida na internet, por exemplo, é possível encontrar um action figure do personagem Naruto, com menor acabamento de detalhes, custando R$ 85,00.

Já o colecionável do personagem Coringa pode ser encontrado custando R$ 169,00. A diferença? O nível de detalhes na semelhança com o personagem do filme e o fato da peça ter braços articulados, ou seja, em que o colecionador pode movimentar para fazer poses específicas.

Na mesma pesquisa, a nível de comparação, é possível encontrar um action figure do Baby Yoda, personagem da franquia Star Wars, custando R$ 4.990,90 e uma até uma Hulkbuster, armadura do personagem Homem de Ferro, custando R$ 16.999,00.

Hulkbuster pode ser encontrada por um valor de cinco dígitos na internet — Foto: Mundo Action/Volts

Hulkbuster pode ser encontrada por um valor de cinco dígitos na internet — Foto: Mundo Action/Volts

Colecionistas no Maranhão

Segundo Igor, existem muitos maranhenses com grandes coleções. Alguns deles estão agrupados em comunidades online e outros fazem isso de forma individual.

"Eu já colecionava quando um amigo me colocou em um grupo que já fazia exposições em São Luís, e acaba de 'um maluco chama o outro'. O grupo foi crescendo e a gente vai se conhecendo principalmente por causa dessas exposições que a gente participa", conta Igor.

Novos colecionadores surgem com frequência. Para Igor, o primeiro passo é definir o que colecionar. "Você primeiro escolhe o que quer colecionar e a partir daí você começa a se programar. Se sobrou um dinheiro, você escolhe se quer gastar com alguma coisa ou vai juntar para comprar uma peça para a coleção. Tem que se programar. Eu, por exemplo, tenho família, filha, mas se programando a gente consegue alimentar esse hobby", explica o colecionador.


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