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Acusado de duplo homicídio de mãe e filha é condenado a 56 anos de reclusão em São Luís

Mãe e filha foram encontradas mortas em bairro de São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

Mãe e filha foram encontradas mortas em bairro de São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante

Jefferson Santos Serpa, acusado do duplo homicídio de Graça Maria de Oliveira e Talita de Oliveira Frizeiro, mãe e filha, foi condenado a 56 anos de reclusão nesta quinta-feira (18). O julgamento foi realizado na sede do Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís.

O réu foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe, cruel e recurso que impossibilitou a defesa de ambas as vítimas. O crime aconteceu em junho de 2022 e na época, Jefferson Santos trabalhava como pedreiro na casa de Graça e Talita.

Na sentença, proferida pelo juiz Francisco de Lima, ele afirma que 'o crime foi premeditado e que Jefferson preparou instrumentos utilizados para amarrar as vítimas, com tempo suficiente para não se arrepender e praticar o crime'.

Ao todo, foram ouvidas três testemunhas arroladas pela acusação, defesa e o réu foi interrogado. Em depoimento, ele confessor a autoria e afirmou ter sido contratado pelo ex-marido de Graça Maria, Geralde Abade de Souza, recebendo R$ 5 mil pela execução dos crimes.

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Acusado de duplo homicídio de mãe e filha é condenado a 56 anos de reclusão em São Luís — Foto: Divulgação/Fórum Desembargador Sarney Costa

Acusado de duplo homicídio de mãe e filha é condenado a 56 anos de reclusão em São Luís — Foto: Divulgação/Fórum Desembargador Sarney Costa

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), Geraldo Abade teria contratado Maycon de Souza, que atuou como intermediário, e contratou Jefferson para praticar os crimes.

O juiz destacou ainda que as consequências do crime foram graves, 'considerando que Talita tinha apenas 27 anos, e portanto, tinha uma vida toda pela frente'.

Jefferson Santos tem antecedentes criminais com um processo julgado na 2ª Vara de Entorpecentes de São Luís. Ele estava preso desde a época do crime e após a sentença, foi levado de volta para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

Graça Maria tinha 57 anos era aposentada e empresária. Já Talita de Oliveira tinha 27 anos, era engenheira civil e filha única de Graça Maria. As duas moravam sozinhas e Graça, deixou quatro irmãs e um irmão.

O crime

Os corpos da empresária Graça Maria Pereira de Oliveira, de 57 anos, e da filha dela Talita de Oliveira Frizeiro, de 27 anos, que tinha acabado de se formar em Engenharia Civil, foram encontrados na manhã do dia 7 de junho de 2020, no bairro Quintas do Calhau, em São Luís.

Segundo a polícia, parentes e amigos começaram a sentir falta das vítimas ainda na sexta-feira (5), quando ambas deixaram de atender ligações e responder mensagens.

Graça era sócia de uma empresa de locação de contêineres e propriedades no interior. Segundo parentes, a empresária já tinha ganhado na Justiça o direito de metade dos bens.

Na época do crime, o ex-marido de Graça já era considerado o principal suspeito. Segundo a polícia, o assassino era um pedreiro que trabalhava próximo à casa das vítimas. E o mandante do crime foi o ex-marido de Graça Maria.

O crime aconteceu no dia 6 de junho de 2020. Em setembro do mesmo ano, a denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual foi recebida pela Justiça.

Já a audiência de instrução ocorreu em 26 de janeiro de 2021 para depoimento das testemunhas de acusação, tendo continuidade em 18 de fevereiro de 2021 para interrogatório dos réus (Jefferson Serpa, Geraldo Abade e Maycon Douglas Sousa) e testemunhas de defesa.

Após as realizações das audiências de instrução, o juiz José Ribamar Goulart Heluy Júnior, titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri, pronunciou os acusados Jefferson Santos Serpa e Geraldo Abade de Souza ao julgamento perante o júri popular em 33 de setembro de 2021.

Já Maycon Douglas Rodrigues de Sousa foi liberado das acusações por faltas de indícios suficientes para acusação dos crimes. Sendo que, no dia 3 de setembro de 2021 houve a expedição do alvará de soltura de Maycon.

Em 20 de maio de 2022, o magistrado José Ribamar Goulart Heluy Júnior manteve as prisões preventivas dos acusados Jefferson Serpa e Geraldo Abade, e desmembrou o processo, separando-o para cada acusado. O júri de Jefferson Santos Serpa foi marcado para 18 de agosto de 2022.


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