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Colorida de cipó-ouro, cerca viva vira cenário de fotos em Campo Grande

Amarelo que coloriu o muro chamou atenção dos campo-grandenses e encheu galeria do celular de seu Edson, vizinho da cerca viva — Foto: Edson Lenz/Arquivo Pessoal

Amarelo que coloriu o muro chamou atenção dos campo-grandenses e encheu galeria do celular de seu Edson, vizinho da cerca viva — Foto: Edson Lenz/Arquivo Pessoal

Onde até o feio fica bonito. A frase é emprestada do motorista Edson Lenz, de 53 anos, vizinho da cerca viva que encanta quem passa pela Rua Tenente Lira esquina com a Comendador Bastos, no bairro Jardim Seminário, em Campo Grande.

A florada amarela virou ponto de fotos e vídeos nestes últimos dias pelas redes sociais. Apesar de só ter “aparecido” agora, o cipó-ouro está ali há pelo menos 10 anos.

O muro coberto de amarelo marca presença na esquina que é caminho de muita gente, principalmente quem se dirige à Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

“No dia anterior ele já tinha me chamado atenção, mas segui meu caminho. Depois passei, vi que já estava caindo e parei”, descreve a engenheira agrônoma Juliana Casadei, uma das dezenas de pessoas que passou por ali, e decidiu registrar. A cena lhe chamou atenção por ser um muro simples e como a vegetação conseguiu dar vida e cor.

Professora da UCDB, Patrícia Lira, de 33 anos, passa todo dia em frente ao muro e viu desde o início até o ponto alto da florada.

Professora apaixonada pela natureza, Patrícia fez registro na última sexta, quando muro estava “deslumbrante” — Foto: Patrícia Lira/Arquivo pessoal

Professora apaixonada pela natureza, Patrícia fez registro na última sexta, quando muro estava “deslumbrante” — Foto: Patrícia Lira/Arquivo pessoal

“Na quarta-feira da semana passada eu vi que estava bem florido, na quinta eu pensei: ‘vou parar’ e não parei. Quando foi na sexta, estava deslumbrante. Todas as flores abertas e já tinha começado a cair. Não resisti, parei e fui fotografar”, narra.

Do outro lado da rua ela viu uma colega de serviço que gentilmente foi até o muro para que Patrícia também saísse nas fotos. “Eu aprecio muito as flores, a natureza. Vejo a perfeição de Deus em tudo”, reflete a professora.

No ano passado, em razão da pandemia, ela ficou em home office bem na época da florada e não chegou a ver o muro pintado de amarelo.

Testemunha da florada

Seu Edson é o vizinho que mora de frente para o muro há dois anos e coleciona na galeria do celular fotos da cerca viva. Mesmo florindo todos os anos, em 2021, ele diz que foi diferente.

“Nunca foi tanto assim que nem este ano, e mesmo sem chuva, ele floresce. Eu falei para o dono: ‘aqui, até um feio fica bonito'”, diz rindo.

Selfie do motorista Edson que faz a brincadeira: “aqui até o feio fica bonito” — Foto: Edson Lenz/Arquivo Pessoal

Selfie do motorista Edson que faz a brincadeira: “aqui até o feio fica bonito” — Foto: Edson Lenz/Arquivo Pessoal

A cerca viva enfeita o muro de um terreno de 2 mil m² que tem como principal função “desestressar” o dono. Militar da reserva, Vicente Davi de Moura tem aquela terra há três décadas apenas para plantar e cultivar.

Por telefone, ele atende a equipe e gargalha quando ouve que todo mundo tem parado no muro para fazer registros. “Tenho que cobrar royalties, então”, brinca.

A planta veio do Pará, há 14 anos, trazida pelo cunhado de Davi que tem fazendas no Norte do País. “Ele trouxe uma muda e eu plantei. Eu sabia como era, lá é como praga, se deixar toma conta de todinho o terreno, sobe nos coqueiros, nos pés de árvore”, descreve.

Aqui, ele diz que se orgulha de ver o cipó-ouro tão exibido assim na rua e nas fotos. “A gente fica cheio de prazer de mostrar que a natureza está aí mostrando seu valor”, comenta.

Já acabou

Sim, a florada é curta e dura menos de uma semana. As flores começaram a sair na terça-feira da semana passada, dia 7 e caiu de vez no último domingo, dia 12.

A florada só dá em setembro, nos dias que antecedem a primavera. “É pouco tempo, não passa de uma semana. É florada curta, igual de Ipê”.

Quem tirou, tirou, quem não tirou, não tira mais. Outra frase emprestada do motorista vizinho do muro.

Um dos exemplos é a estudante de Nutrição Carla Prieto, de 24 anos, que foi deixando para depois, para depois e agora ficou sem. “Eu ia tirar foto, mas estava tão apurada que não tirei. Agora me arrependo”, desabafa. Ela também é vizinha da florada há cinco anos e se lembra do muro ficar tão colorido assim só agora.

“Chamou atenção pela cor, amarela, chamativa”, pontua.

Florada agora, só ano que vem — Foto: Edson Lenz/Arquivo pessoal

Florada agora, só ano que vem — Foto: Edson Lenz/Arquivo pessoal

Até o último domingo (12) ainda havia flores no cipó-ouro. Hoje, a gente só vê estes detalhes no chão. O vento se encarregou de “organizar” rente ao muro, então precisa de muita atenção para saber que ali foi o ponto de tantas fotos.

O dono diz que repassou muda para quem teve a sorte de encontrá-lo ali, no comecinho da manhã e pediu. Mas, até começar a florescer vai pelo menos uns três anos.

Em 2022, a gente volta para ver a cerca viva amarelinha. Por ora, só as folhas bem verdinhas, recém-nascidas estampam a esquina.

Cerca viva começando a florescer — Foto: Edson Lenz/Arquivo pessoal

Cerca viva começando a florescer — Foto: Edson Lenz/Arquivo pessoal

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