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Após denúncia de maus-tratos a idosos, Conselho suspende ampliação de serviço em asilo de MS

Mulher é flagrada por câmeras de segurança agredindo e discutindo com idosos

Mulher é flagrada por câmeras de segurança agredindo e discutindo com idosos

Com a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostram a presidente de um asilo de Campo Grande agredindo moradores do local, o Conselho Municipal do Idoso resolveu suspender a autorização para implantação do Centro-Dia do Idoso, na Casa do Aconchego. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (24), durante reunião extraordinária da Mesa Diretora.

Conforme a presidente do conselho, Maria Aparecida Nogueira Abdalla Barbosa, a ampliação dos serviços oferecidos pela instituição era um pedido da própria gestora do lugar, Suely Gomes dos Santos, alvo de denúncias.

Ainda segundo o conselho, já existiam recursos de emendas parlamentares garantidos para instalação do serviço. Por falar em recursos, só para o ano que vem, já estava previsto repasse no valor de R$ 990 mil à instituição.

Centro-dia

Centro-Dia é uma unidade pública destinada ao atendimento especializado de pessoas idosas com deficiência e que exijam algum grau de dependência de cuidados. O idoso passa o dia na unidade e depois retorna para casa.

A inclusão do serviço foi suspensa temporariamente.

Investigação

Conforme manifestação do MPMS no âmbito da ação civil pública movida contra a gestora da instituição, o equipamento de registro do circuito interno de segurança da Casa do Aconchego foi apreendido na última terça-feira. A apreensão se deu em cumprimento à medida protetiva aplicada no bojo da ação em trâmite na Vara da Infância, Adolescência e do Idoso.

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À reportagem, o MPMS adiantou que deve pedir o uso das eventuais gravações também nos autos que tramitam na Vara de Direitos Difusos.

O caso

Os vídeos das câmeras internas do local foram obtidos pelo ex-enfermeiro e ex-responsável técnico do asilo, Mariomar Alberto Alves da Silva, que denunciou o caso ao Ministério Público e à Polícia Civil.

De acordo com a denúncia da promotora Cristiane Barreto Nogueira Rizkallah, o profissional afirma que Suely “não possui tato e aptidão para lidar com idosos, sobretudo com aqueles que possuem patologias de ordem mental e/ou neurológica, tendo a requerida comportamento explosivo que os assusta e os amedronta”.

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