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Puccinelli diz que acusações sobre corrupção são infundadas, que vai ampliar programa social e construir 2 mil casas por mês

G1 entrevista candidatos ao governo de MS: André Puccinelli

G1 entrevista candidatos ao governo de MS: André Puccinelli

O candidato do MDB ao governo de Mato Grosso Sul, André Puccinelli, afirmou em entrevista ao g1, exibida neste domingo (4) que são infundadas as alegações e que sofre perseguições nas ações judiciais relativas aos desdobramentos das várias fases da operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal. Veja a entrevista na íntegra acima.

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) declarou suspeição em relação ao juiz que analisava alguns dos casos na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul, anulando alguns dos atos dos processos. Entretanto, outras ações continuam tramitando.

“Ficou caracterizado que o afastamento do juiz foi em decorrência do fato de que ele não me permitiu provas. Eu dizia que a verdade era o que eu professava e ele dizia não. Não precisa apresentar provas, não pode fazer perícia, não pode fazer nada...A partir do momento em que se acostam documentos.. Porque até o dia de hoje eu não tenho nenhum processo, nenhuma condenação sequer em primeira instância...Então, eu tenho total tranquilidade, porque as infundadas alegações e as perseguições feitas serão dirimidas quando eu puder apresentar as provas que não me foram permitidas”.

Programa social

Candidato do MDB ao governo de MS, André Puccinelli, foi entrevistado pelo g1 — Foto: Reprodução/g1 MS

Candidato do MDB ao governo de MS, André Puccinelli, foi entrevistado pelo g1 — Foto: Reprodução/g1 MS

André Puccinelli também disse que pretende ter uma ação social intensa com um programa de inclusão que atenda um número maior de famílias do que a atual gestão. Entretanto, apontou que vinculará o pagamento a obrigatoriedade da manutenção das crianças e adolescentes nas escolas.

“Nós começamos o governo do estado com as contas bloqueadas em 2007. Fomos recuperando a economia de Mato Grosso do Sul e chegamos ao fim de 2014 com 60 mil famílias atendidas pelo Vale Renda. E o que era o Vale Renda. Era um cartão magnético em que a família ia ao banco, para começar a ter a interação com as mídias digitais, com a senha, para ir no banco e se sentir um cliente do banco. Além disso, tínhamos 33 mil famílias de indígenas atendidas com a cesta alimentar indígena. Tínhamos o Vale Universidade, o Vale Universidade Indígena e o Credgente. Na soma total dessas famílias, 100 mil, que eram atendidas pela ação social do governo de André Puccinelli e Tania Garib, que era a secretária de Assistência Social da época. Hoje o governo, em um estado que tem mais população, atinge 100 mil famílias. Então, há que se ter necessidade, principalmente pós pandemia, com a miséria se estabelecendo, de ter uma ação social intensa. Mas logicamente, faremos como fazíamos. As famílias têm de colocar os filhos na escola. Querem ganhar o Vale Renda, que nós vamos aumentar em quantidade e em valor, porque os R$ 170 de ontem, de 2014, hoje precisa ser mais. Quantidade aumentada, valor aumentado, mas com a obrigação de colocar as crianças na escola e os pais acompanharem a evolução educacional dos seus filhos”.

Habitação

Questionado se pretende zerar o déficit habitacional do estado, o emedebista disse que sua meta é de construir 2 mil casas por mês.

“Nós temos mais do que 70 mil. Nós temos cerca de 85 mil...É o deficit habitacional. Não temos o número preciso porque às vezes as prefeituras não fizeram um estudo profundo em cada município. Então, em torno de 85 mil. O problema maior está nas famílias de maior vulnerabilidade. As que ganham de zero até três salários mínimos. Não existe dinheiro federal, estadual para financiar esse tipo de deficit. Para as famílias que ganham de quatro salários mínimos a frente você tem o crédito associativo e a utilização de empréstimos do FGTS para construir casas. Isso não nos preocupa. No nosso governo anterior fizemos 74 mil casas. Principalmente para as famílias mais vulneráveis. Por isso que nós tiramos as famílias das beiras dos córregos, dos fundos de vale, fazendo as grandes avenidas, quando fui prefeito e também no governo do estado. Nós teremos uma modificação por meio de projeto de lei para enviar a Assembleia Legislativa, já no início dos trabalhos da Assembleia Legislativa, para que propicie a oportunidade de ter recursos. A meta é produzirmos aproximadamente de 1.500 a 2 mil unidades residenciais em média por mês. Se assim for, 2 mil vezes 12 meses, 24 mil, em quatro anos, 96 mil, a meta é essa. Não sei se atingiremos, mas a meta é tentar suplantar as 74 mil unidades habitacionais construídas entre 2007 e 2014”.

Entrevista

André Puccinelli é o primeiro candidato ao governo de Mato Grosso do Sul a ter a entrevista publicada na série do g1, que começa neste domingo (4).

A série de entrevistas foi gravada entre os dias 22 e 29 de agosto. As entrevistas serão exibidas na íntegra entre os dias 4 e 11 de setembro. A ordem de exibição foi definida em sorteio com representantes de todos os candidatos.

Veja vídeos de Mato Grosso do Sul:

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