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Professora é suspensa por três dias por criticar Bolsonaro e os apoiadores dele em sala de aula em Cuiabá

Colégio Notre Dame de Lourdes afastou professora por fazer comentários de caráter político-partidário em sala de aula — Foto: Sinepe-MT/Divulgação

Colégio Notre Dame de Lourdes afastou professora por fazer comentários de caráter político-partidário em sala de aula — Foto: Sinepe-MT/Divulgação

Uma professora do ensino infantil foi afastada por três dias de uma escola particular de Cuiabá por criticar o presidente Jair Bolsonaro e os apoiadores dele, dentro da sala de aula, nessa terça-feira (31). Os comentários, gravados em áudio e compartilhados em grupos de mensagens, teriam causado revolta nos pais de alguns estudantes.

Em nota, o Colégio Notre Dame de Lourdes disse que os comentários de caráter político-partidário feitos pela professora em sala infringe o artigo do código de ética assinado pelos funcionários da instituição e que, por isso, foi suspensa.

"A direção do Notre Dame de Lourdes reafirma que não apoia tal conduta e que a opinião expressada não reflete a posição da instituição", diz.

 União Brasileira dos Estudantes Secundaristas se manifestou sobre o afastamento da professora — Foto: Twitter/Reprodução

União Brasileira dos Estudantes Secundaristas se manifestou sobre o afastamento da professora — Foto: Twitter/Reprodução

A União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, entidade que representa os estudantes de ensino fundamental e médio, pré-vestibulares, técnico e educação de jovens e adultos (EJA), se manifestou no Twitter, afirmando ser contra a posição tomada pela escola contra a professora.

"Uma professora em Cuiabá foi suspensa pela instituição em que ensina por três dias após expor sua opinião sobre o presidente Bolsonaro, responsabilizando-o pelo elevado índice de crimes ambientais. Decisão absurda que ataca a liberdade de ensino e de aprender! A escola é livre!", publicou.

A educadora dá aula para o 3º ano do ensino fundamental, que tem crianças com idades entre 7 e 9 anos. Durante a aula, ela citou que o presidente tem apoiado crimes ambientais e não tem colaborado para a evolução do Brasil.

"Ele é a favor do desmatamento. Ele é a favor que os garimpeiros façam destruição dentro das terras indígenas. Além da destruição da natureza, está prejudicando o povo indígena. Os garimpeiros e o presidente da república são a favor disso. Temos que começar a pensar o que queremos para o nosso Brasil", declarou.

A professora criticou ainda a volta do voto impresso, proposta defendida pelo presidente, mas derrotada e arquivada na Câmara dos Deputados, no dia 10 de agosto.

"Votamos com a urna eletrônica, então não tem como você 'roubar'. Tem como 'roubar' se for no papelzinho, e ele [presidente] quer que volte a votação pelo papelzinho, que é para facilitar para ele fazer o que quiser", disse.

Crítica aos apoiadores

No discurso, a profissional de educação também afirmou que os apoiadores de Jair Bolsonaro são pessoas corruptas, que foram atraídas por ele devido aos discursos feitos desde as eleições.

"Ele tem as pessoas que o acompanham, igual a torcedor de futebol que torce pelo time. Ele tem a torcida dele, mas se formos avaliar esses seguidores, são pessoas corruptas também, que fazem coisas fora da lei. São pessoas atraídas por ele, por causa do pensamento dele, pelas coisas que ele fala e faz, sempre contra a prosperidade do país", pontuou.


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