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'Vovô do crime' é preso suspeito de cometer pelo menos 50 furtos a passageiros em ônibus em Cuiabá

Um idoso de 62 anos investigado por, aproximadamente, 50 furtos em ônibus do transporte público de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, foi preso nesta quarta-feira (24). De acordo com a Polícia Civil, o suspeito é conhecido como “vovô do crime”.

A rapidez e a capacidade de fugir antes da vítima perceber a ação deixaram o idoso conhecido pelas habilidades com o furto entre os usuários do transporte público. O “vovô do crime” costumava agir no Terminal André Maggi, em Várzea Grande.

O idoso tem 29 registros criminais, sendo um por roubo, outro por tráfico de drogas e 27 registros por furto, além dos 50 que estão sendo investigados.

Até o mês passado, as investigações apontaram que o suspeito já tinha praticado 50 furtos. O pedido de prisão preventiva foi deferido pela 4º Vara Criminal de Várzea Grande.

A aparência de “vovô” era um dos trunfos do suspeito para passar despercebido, segundo a Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos). Ele costumava usar roupa social, óculos de grau e uma pasta.

A maioria das vítimas era mulheres com bolsas. O criminoso entrava no ônibus logo atrás da vítima e, usando a pasta, cobria a bolsa para conseguir pegar objetos pessoais da vítima, como celulares e carteiras.

Além da preferência por mulheres, o suspeito também costumava agir em ônibus lotados. Dessa forma, seria mais difícil que as vítimas percebessem o furto. Uma das vítimas registrou boletim de ocorrência após perceber que a carteira havia sido levada quando descia de um ônibus onde o “vovô do crime” pode ter agido.

Ela explicou que sentiu quando a alça da bolsa foi puxada. “Foi nesse momento que a pessoa abriu e pegou minha carteira. Fui comprar água, mas não consegui achar a carteira. Foi quando percebi”.

A vítima resolveu ir até uma agência bancária para cancelar o cartão. No entanto, o suspeito já havia feito um saque de R$ 1.150 em um caixa 24 horas. Na carteira roubada, a vítima guardava anotações com as senhas do cartão, além de R$ 900 em dinheiro, que usaria para pagar a mensalidade da faculdade.

“Ele sacou o dinheiro e jogou minha carteira fora. Um senhor achou e entregou para a funcionária do mercado, que me adicionou no Facebook e perguntou se eu tinha perdido a carteira”.

O criminoso ainda tentou usar cartões de crédito dela. e, com um deles, conseguiu fazer uma série de compras após o furto.

“Me desesperei, a pessoa foi muito rápida. Assim que pegou, logo sacou o dinheiro. O prejuízo aconteceu e agora não posso fazer nada”.

Além de ela., diarista e funcionários de um frigorífico localizado no bairro Alameda, em Várzea Grande, também estão entre as vítimas do "vovô do crime". De acordo com a Polícia, muitas das vítimas lamentaram que os celulares roubados sequer haviam sido quitados.


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