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Correção do estrabismo em crianças deve ser feita até os sete anos

A partir do sétimo mês de vida, toda criança deve passar por uma consulta com um médico oftalmologista. Ainda que tudo esteja aparentemente bem, avaliar as condições da saúde ocular desde cedo ajuda a identificar e tratar condições como o estrabismo, que pode aparecer logo no nascimento ou na primeira infância. Os olhinhos “tortos” deixam muitos pais preocupados com a questão estética, mas o tratamento depende do caso. “A cirurgia é indicada para fazer o paralelismo dos olhos, mas há estrabismos acomodativos, que são corrigidos apenas com óculos; e os parcialmente acomodativos, que precisam de óculos mais intervenção cirúrgica”, explica o Dr. Flávio Augusto Bassoli (CRM 13079 | RQE 3762), oftalmologista pediátrico da Médicos de Olhos S.A.

Quando a questão é apenas estética, o estrabismo pode ser corrigido em qualquer idade, mas isso não significa que a consulta com o oftalmologista pode ficar para depois. “A visão é o principal alerta, é preciso diagnosticar o problema até os sete anos, no máximo, para iniciar o tratamento mais adequado”, conta o Dr. Flávio. Em alguns casos o médico pode indicar o uso de um tampão durante algumas horas por dia. É o tratamento por oclusão, que serve para estimular o olho com estrabismo enquanto o outro descansa.

Diagnóstico até os sete anos é fundamental

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estrabismo atinge entre 2% e 4% das crianças até os seis anos de idade. Ele pode ser oblíquo (desvio em ângulo), vertical (para cima), divergente (para fora) ou convergente (para dentro), sendo o último o tipo mais comum. Enquanto um dos olhos fixa a visão para a frente, o outro desvia; por isso o problema pode aparecer dos dois lados.

Geralmente, o desvio aparece junto com algum grau de óculos. “No tipo divergente, com certa frequência o paciente também tem miopia. Em alguns casos, os óculos corretivos diminuem ou corrigem o estrabismo”, salienta o Dr. Flávio. A intervenção cirúrgica, quando indicada, deve acontecer antes dos oito anos. Depois disso, até é possível fazer o paralelismo dos olhos, mas a visão pode ficar comprometida para sempre. “Frisamos bastante esse ponto: é preciso cuidar nessa fase entre seis e sete anos de idade por causa da ambliopia, que é a perda de visão que a criança vai ter quando ficar maior porque não tratou do desvio a tempo”, completa o oftalmologista da Médicos de Olhos S.A.

Problema pode afetar adultos

Mesmo com o acompanhamento médico da saúde ocular na infância, adultos podem desenvolver estrabismo relacionado a doenças de base como diabetes e esclerose múltipla. O tratamento envolve a compensação da doença, a cirurgia para correção estética e óculos com sistema de prisma nas lentes, para casos mais simples, com o objetivo de minimizar a visão dupla.

Em crianças, o estrabismo não tem uma causa específica – há casos tanto de pacientes saudáveis quanto daqueles com má formação, doenças sindrômicas, neurológicas e que passaram por problemas no parto ou na gestação. “Chamo a atenção para o epicanto, que é uma preguinha no canto do olho. Os pais chegam na consulta achando que a criança pode ser estrábica, mas não é nada para se preocupar”, observa o Dr. Flavio. Ele pontua que o desvio dos olhos é uma condição para a vida toda: “É importante saber que crianças estrábicas não terão visão binocular, ou seja, os dois olhos não serão usados em conjunto. Ela sempre vai olhar mais com um do que com o outro. O acompanhamento médico garante uma vida absolutamente normal”, conclui o oftalmologista pediátrico da Médicos de Olhos S.A.

Diretor Técnico: Dr. Hamilton Moreira - CRM 9388 | RQE 2872


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