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Adolescentes suspeitos de estupro coletivo de menina de 11 anos são ouvidos por juiz em BH

Escada atrás do campo de futebol, no bairro Tupi, em Belo Horizonte— Foto: Cristiane Leite/TV Globo

Escada atrás do campo de futebol, no bairro Tupi, em Belo Horizonte — Foto: Cristiane Leite/TV Globo

Os quatro adolescentes suspeitos de estuprar uma menina de 11 anos, no bairro Novo Tupi, na Região Norte de Belo Horizonte, foram ouvidos pelo juiz Emerson Marques Cubeiro, nesta terça-feira (26), no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (CIA). De acordo com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), essa foi a segunda audiência relacionada ao caso.

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A primeira foi na segunda-feira (19), quando os garotos foram ouvidos informalmente, um dia após o ocorrido. Segundo a Polícia Militar (PM), os pais da vítima procuraram os policiais para relatar que a filha deles foi estuprada por quatro adolescentes, com idades entre 12 e 13 anos, em uma escadaria atrás de um campo de futebol, na tarde do dia 18 de outubro. Eles souberam do fato depois de receberem o vídeo pelas redes sociais.

Ainda segundo o TJMG, por serem menores de idade, os adolescentes são "acusados de praticar ato infracional análogo ao estupro". De acordo com vizinhos, os meninos eram amigos da criança.

Um homem de 23 anos foi preso em flagrante por filmar a criança sendo abusada e compartilhar as imagens na internet. De acordo com a Justiça, o celular dele foi apreendido.

Campo de futebol, no bairro Tupi, em Belo Horizonte— Foto: Cristiane Leite/TV Globo

Campo de futebol, no bairro Tupi, em Belo Horizonte — Foto: Cristiane Leite/TV Globo

A Polícia Civil informou que o adulto é investigado por "filmar, compartilhar e armazenar cena de sexo envolvendo criança ou adolescente, crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente". Ele confirmou aos policiais que fez as filmagens, mas alegou que estava distante dos adolescentes.

À polícia, os pais da vítima disseram que os quatro suspeitos obrigaram a menina a fazer sexo com eles, segurando-a pelos braços. A criança contou que não sabia que estava sendo filmada e tentou pedir socorro, mas um dos meninos tampou a boca dela.

Ouvidos e liberados

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O TJMG disse que, na primeira audiência, depois que os adolescentes e os responsáveis por eles foram ouvidos pelo promotor Lucas Rolla, foi verificado que os meninos "não tinham envolvimento com a criminalidade" e "não demonstram comportamento inadequado em casa". Por esse motivo, depois de detidos em flagrante, eles foram liberados para responder ao processo em liberdade.

Nesta segunda-feira (26), os adolescentes apresentaram ao juiz a versão deles sobre os fatos. No momento da apreensão, eles haviam negado as acusações e disseram que a menina quis fazer sexo com eles.

O juiz Cubeiro explicou que, para efeitos legais, todos os adolescentes envolvidos estão sujeitos à aplicação de medidas socioeducativas, por serem maiores de 12 anos. O processo prossegue. Testemunhas, além da vítima, ainda serão ouvidas pela Justiça.

Os meninos seguem sob os cuidados dos pais. A família da menina teve que se mudar do bairro após a denúncia.

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