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Manifestantes ocupam Avenida Afonso Pena em protesto contra fechamento do comércio em BH

Comerciantes protestam na porta da prefeitura nesta segunda-feira (11) — Foto: Vladimir Vilaça/ TV Globo

Comerciantes protestam na porta da prefeitura nesta segunda-feira (11) — Foto: Vladimir Vilaça/ TV Globo

Comerciantes e donos de academias protestam, na manhã desta segunda-feira (11), em frente à prefeitura de Belo Horizonte, contra a decisão do prefeito Alexandre Kalil (PSD) de fechar, a partir desta segunda os serviços considerados não essenciais.

De acordo com a BHTrans, às 10h20 os manifestantes fecharam a avenida Afonso Pena até a rua da Bahia, no centro da cidade, no sentido Mangabeiras.

Quase uma hora depois, às 11h10, a avenida Afonso Pena foi fechada nos dois sentidos.

Avenida Afonso Pena fechada nos dois sentidos por causa de protesto — Foto: Vladimir Vilaça/ TV Globo

Avenida Afonso Pena fechada nos dois sentidos por causa de protesto — Foto: Vladimir Vilaça/ TV Globo

  • Manifestantes protestam em frente à prefeitura de BH contra fechamento de academias

Manifestantes na porta da Prefeitura de Belo Horizonte nesta segunda-feira (11) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Manifestantes na porta da Prefeitura de Belo Horizonte nesta segunda-feira (11) — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A decisão de manter apenas serviços essenciais, segundo a prefeitura, leva em consideração os três índices monitorados pelo executivo municipal durante a pandemia: o número médio de transmissão por infectado (RT); a ocupação de leitos de UTI; e a ocupação de leitos de enfermaria.

Em Belo Horizonte, segundo o mais recente boletim epidemiológico, desta segunda (11), já houve 68.213 infectados desde o início da pandemia, sendo 1.957 mortos.

É a cidade mineira com mais pacientes infectados e mais óbitos.

A taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes com Covid chegou a 83,3%, ainda em alerta vermelho, ou o mais preocupante. Os leitos de enfermaria estão em alerta amarelo, com taxa de ocupação de 65,3%.

O que diz a prefeitura

Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte disse que "lamenta profundamente os impactos que vêm sendo causados pela pandemia nas diferentes atividades econômicas e destaca que sempre manteve diálogo com esses setores para construir conjuntamente alternativas e soluções para redução de danos".

De acordo com dados levantados pela Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, 156.958 empresas de serviços e de atividades essenciais (84% das empresas ativas instaladas na capital) continuam autorizadas a funcionar.

A resposta diz ainda o objetivo da medida:

"O Município seguirá monitorando os indicadores epidemiológicos e analisando os dados juntamente com a equipe de infectologistas que integram o Comitê de Enfrentamento à Epidemia da Covid-19 para avaliar sobre a possibilidade de mudanças no processo de reabertura.

O fechamento das atividades não essenciais não tem qualquer caráter punitivo ao comércio. O objetivo é diminuir o volume de pessoas em circulação para conter a expansão do contágio. Tão logo os indicadores permitam, o processo de flexibilização será retomado".

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