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Investigando morte de mulher de promotor, Polícia Civil vai até prédio onde casal morava em BH

Polícia esteve no prédio em que Lorenza morava com o marido, no bairro Buritis, em BH — Foto: Arquivo pessoal

Polícia esteve no prédio em que Lorenza morava com o marido, no bairro Buritis, em BH — Foto: Arquivo pessoal

Policiais civis foram até o prédio em que Lorenza Maria Silva de Pinho morava com o marido, o promotor de Justiça André Luís Garcia de Pinho, na manhã deste domingo (4). A mulher morreu na última sexta-feira (2), no bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte. As circunstâncias da morte são investigadas pela Polícia Civil.

  • Morte de mulher de promotor é investigada em Belo Horizonte

Uma vizinha contou que a rua chegou a ficar fechada nesta manhã, por cerca de meia hora, para os trabalhos dos investigadores.

Polícia Civil esteve no Buritis, na manhã deste domingo, no prédio em que Lorenza morava — Foto: Flávia Cristini/TV Globo

Polícia Civil esteve no Buritis, na manhã deste domingo, no prédio em que Lorenza morava — Foto: Flávia Cristini/TV Globo

De acordo com a polícia, os exames de necropsia foram concluídos na madrugada deste sábado (3), no Instituto Médico-Legal (IML) Doutor André Roquette. Os laudos periciais definitivos têm o prazo de até 30 dias para serem concluídos. Na manhã deste domingo, o corpo ainda não havia sido liberado.

Lorenza tinha 41 anos, cinco filhos e era casada com André Luís Garcia de Pinho, promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Ao longo dos últimos anos, a mulher e o marido foram alvo de diversos ataques e ameaças (leia mais abaixo).

Lorenza Maria Silva de Pinho — Foto: Reprodução/Facebook

Lorenza Maria Silva de Pinho — Foto: Reprodução/Facebook

Na noite de sexta-feira, o promotor esteve no IML, mas não quis falar com a imprensa. Já uma amiga de Lorenza, que também não quis gravar entrevista, contou à equipe da TV Globo que a informação que recebeu é de que a mulher do promotor passou mal, um médico foi chamado, mas, quando chegou, ela já não tinha mais pulso.

Um boletim de ocorrência registrado nesta sexta-feira informa que o corpo chegou a ser levado para uma funerária da capital, mas, por determinação do delegado Alexandre Oliveira da Fonseca, foi encaminhado para o IML para que a causa da morte fosse apurada.

Polícia investiga morte de esposa de promotor de justiça de Belo Horizonte

Polícia investiga morte de esposa de promotor de justiça de Belo Horizonte

Na agenda do cemitério Parque Renascer, na Região Metropolitana, a cerimônia de cremação de Lorenza chegou a ser prevista para as 14h30 deste sábado (3). Mas, segundo funcionários, neste sábado, não havia nova previsão.

A Polícia Civil afirmou que as apurações são feitas em conjunto com o Ministério Público. Disse ainda que os exames de necropsia foram "acompanhados das autoridades competentes, e [que] todos os elementos de investigação estão sendo compartilhados com o MPMG".

Sobre as diligências deste domingo, a Polícia Civil não havia respondido até a última atualização desta reportagem.

O promotor André de Pinho — Foto: Pedro Ângelo/G1

O promotor André de Pinho — Foto: Pedro Ângelo/G1

Em nota, o MPMG lamentou o ocorrido e disse que a "instituição está adotando todas as providências necessárias ao esclarecimento das circunstâncias em que se deram o óbito de Lorenza Maria Silva Pinto e, no momento oportuno, se necessário, serão prestadas as informações do que for apurado".

Mensagens sobre morte

A amiga de Lorenza também disse à equipe de reportagem que, no dia 11 de janeiro, recebeu uma mensagem, dizendo que a mulher do promotor havia morrido e seria velada no dia seguinte. Ela disse que ficou preocupada e que entrou em contato com Pinho.

Segundo a amiga, o promotor afirmou que o celular dele havia sido clonado, que a mensagem era falsa, e que Lorenza estava, inclusive, em choque com a notícia.

A mulher afirmou que agora uma nova mensagem foi recebida por outra amiga, também informando que a mulher do promotor havia morrido. Como ela não conseguiu contato com Pinho por telefone, foi até a casa do casal no bairro Buritis e confirmou que, dessa vez, a mensagem era verdadeira.

Atentados e ameaças

Carro de promotor foi incendiado em rua do bairro Serra, em Belo Horizonte, em 2013 — Foto: Reprodução TV Globo

Carro de promotor foi incendiado em rua do bairro Serra, em Belo Horizonte, em 2013 — Foto: Reprodução TV Globo

Ao longo dos últimos anos, o G1 registrou ao menos cinco casos de ataques e ameaças envolvendo o casal.

Em 2016, de acordo com a Polícia Militar, Pinho e a mulher foram abordados e agredidos por dois homens perto de uma igreja evangélica, no bairro Vale do Sereno, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Em 2013, o promotor teve o carro incendiado no bairro Serra, na Região Centro-Sul da capital. O veículo estava estacionado e não havia ninguém dentro.

Em 2012, o carro de Pinho já havia sido alvo de tiros, no bairro Sagrada Família, na Região Leste. Ele e a mulher estavam a bordo, mas não se feriram, Na época, a polícia informou que o irmão do promotor era o suspeito do crime.

Pouco tempo antes, o homem, que é advogado, havia sido preso por suspeita de extorquir dinheiro do promotor e ameaçar Lorenza. De acordo com a polícia, ele estaria ameaçando o casal para que eles retirassem processos de ameaças e de crime contra a honra. Lorenza inclusive tinha uma medida protetiva contra o cunhado.

Em setembro de 2011, o carro de uma amiga de dela, que é promotora, apareceu pichado com dizeres ofensivos, afirmando que “a morte sempre está perto”.

O G1 tenta contato com o irmão do promotor.

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