Carregando...

Chamado de 'demônio' por supervisor, atendente de BH vai receber indenização

Caso aconteceu dentro da Almaviva, segundo processo, que já chegou até ao TST. (Imagem ilustrativa de arquivo, de 2016) — Foto: Divulgação/Almaviva

Caso aconteceu dentro da Almaviva, segundo processo, que já chegou até ao TST. (Imagem ilustrativa de arquivo, de 2016) — Foto: Divulgação/Almaviva

Um ex-funcionário de uma empresa de telemarketing em Belo Horizonte vai receber R$ 2 mil de indenização por danos morais. Ele teria sido chamado de "demônio" e "capeta" pelo supervisor por não cumprir as metas da empresa. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (9) pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

A vítima, de 24 anos, disse que foi contratada para a função de teleatendente e que, por mais de um ano, sofreu perseguição e assédio pelo supervisor quando não batia as metas estabelecidas pela empresa.

Além disso, acusou o supervisor de proibir o uso do banheiro em determinados períodos do dia. Uma testemunha ouvida no processo contou que outras pessoas pediram demissão por sofrerem também com assédio moral pelo mesmo supervisor.

  • Justiça condena empresa de BH a pagar R$ 5 mil por danos morais a funcionária grávida
  • Empresa de telemarketing é condenada por não liberar funcionária que teve aborto espontâneo dentro do trabalho
  • Empresa deve pagar R$ 15 mil a ex-empregado por apelido em referência a gorila do zoo de BH
  • Funcionária chamada de 'feia e esquisita' deve receber R$ 8 mil em indenização por danos morais em BH

'Caráter pedagógico'

O juiz Renato de Paula Amado disse que o valor teve como base não só o dano sofrido e a capacidade econômica da empresa, mas também o caráter pedagógico.

“Entendo que o dano moral sofrido é bastante claro, uma vez que o autor suportou constrangimentos em razão da postura culposa da empresa. É preciso evitar que atitudes dessa natureza se tornem constante nas relações de trabalho”, disse Amado.

Imagem ilustrativa de atendente de telemarketing— Foto: Reprodução/TV Globo

Imagem ilustrativa de atendente de telemarketing — Foto: Reprodução/TV Globo

A empresa Almaviva negou os fatos relatados e entrou com recurso, mas o valor da indenização foi mantido pelos julgadores da Oitava Turma do TRT. Os ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) também negaram o recurso.

O G1 tentou contato com o advogado da empresa por telefone, sem sucesso, e com a empresa, por e-mail, e aguarda retorno.

Veja os vídeos mais assistidos do G1 Minas nos últimos dias:

200 vídeos


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*