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Com dívida de R$ 30 milhões com fornecedores, Contagem intervém no setor da saúde

Hospital Municipal de Contagem — Foto: Janine Moraes/Prefeitura de Contagem

Hospital Municipal de Contagem — Foto: Janine Moraes/Prefeitura de Contagem

A Prefeitura de Contagem, na Grande BH, interveio no setor da saúde a partir desta quarta-feira (9). Com isso, o Hospital Municipal, o Centro Materno Infantil e as cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não são mais gerenciadas pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH).

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O IGH é uma organização social (OS) que fazia a administração das unidades e que, atualmente, tem uma dívida de R$ 30 milhões com fornecedores.

Segundo a prefeitura, há casos em que a OS deve de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões a fornecedores.

O Executivo interveio na OS após atrasos frequentes nos pagamentos de médicos e fornecedores, e a falta de insumos e de medicamentos, com reflexos na qualidade dos serviços prestados. A decisão de intervir na gestão do IGH está embasada, também, em recomendações de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), realizada no ano passado.

O decreto que oficializa a intervenção foi publicado no Diário Oficial de Contagem (DOC), também nesta quarta-feira (9). O contrato de gestão com o IGH foi firmado pela administração anterior, com validade de três anos, e vence em novembro deste ano.

Em coletiva, a prefeitura informou que, atualmente, o município tem 3 mil servidores — 1,9 mil seletistas e 1,1 mil concursados, todos cedidos ao IGH.

Prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), se reuniu com secretariado nesta quarta-feira (9) — Foto: Janine Moraes/Prefeitura de Contagem

Prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), se reuniu com secretariado nesta quarta-feira (9) — Foto: Janine Moraes/Prefeitura de Contagem

Repasse

A prefeitura informou tem repassado os valores contratuais para IGH em dia e, mesmo assim, a OS deve fornecedores. Desde o início do ano, o Executivo, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde, fez reiteradas solicitações ao IGH para que os problemas fossem sanados e o contrato cumprido.

Para a prefeitura, como não houve solução para o problema, a intervenção foi o caminho encontrado para garantir qualidade na prestação dos serviços e a regularidade dos pagamentos dos funcionários e fornecedores.

A partir da intervenção, a gestão das unidades será de uma equipe designada pela prefeitura, por um período de até 6 meses. Simultaneamente, estão sendo tomadas as providências para a contratação de OSs para a gestão dos serviços de urgência e emergência em saúde ao fim da vigência do contrato atual.

O G1 procurou o Instituto de Gestão e Humanização (IGH) para se posicionar e, até a última atualização desta reportagem, não havia recebido retorno.

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