Carregando...

Medina Bank: suspeito indiciado continua a fazer promessas de altos rendimentos na internet

Polícia Civil investiga novos crimes de estelionato em esquema de pirâmide financeira

Polícia Civil investiga novos crimes de estelionato em esquema de pirâmide financeira

Os indiciados da operação "Medina", que apurou denúncias de estelionato na modalidade pirâmide financeira, em Belo Horizonte, estão soltos e continuam a fazer promessas de altos rendimentos, na internet.

Nas redes sociais, o dono do Medina Bank, Izaltino Medina, publicou uma mensagem no dia 23 de julho direcionada a quem "tem dinheiro parado no banco, em caderneta de poupança ou em aplicações financeiras".

Medina Bank oferecia rendimentos de 15% ao mês, mas deixou de pagar investidores — Foto: Reprodução TV Globo

Medina Bank oferecia rendimentos de 15% ao mês, mas deixou de pagar investidores — Foto: Reprodução TV Globo

Ele diz que, "adquirindo cédulas e moedas antigas, o cliente receberá 18% de lucro anual ou 1,5% por mês" e garante que o investimento é 100% seguro.

"As pessoas realmente acreditam nele e continuam investindo, chega a ser assustador", diz a delegada Monah Zein.

As novas promessas foram feitas depois de Medina e outras seis pessoas terem sido indiciados por estelionato, no final de abril. O suspeito chegou a ser preso, mas foi solto dias depois.

Segundo a corporação, o Medina Bank prometia rendimentos de 15% ao mês, porém deixou de pagar os investidores. O prejuízo para centenas de vítimas chega a quase R$ 15 milhões, mas muitas delas ainda não denunciaram o crime.

"Nós temos muito poucos boletins de ocorrência, nós sabemos que o montante de dinheiro que circulou nesse esquema é muito maior que R$ 15 milhões. São pelo menos dois mil investidores, e eles não vêm à delegacia. As vitimas têm que fazer o boletim de ocorrência", ressalta a delegada.

Delegada Monah Zein, responsável pelas investigações do caso Medina Bank — Foto: Reprodução TV Globo

Delegada Monah Zein, responsável pelas investigações do caso Medina Bank — Foto: Reprodução TV Globo

Uma das ex-clientes do Medina Bank, que não quis se identificar, disse que pessoas ligadas à empresa orientam as vítimas a não registrar boletim de ocorrência, em grupos de conversa em aplicativos.

"Falam que somente as pessoas que não processaram o Medina, que não estão movendo um processo ou que não fizeram boletim de ocorrência vão receber", conta.

Segundo a delegada Monah Zein, a Polícia Civil já iniciou a segunda etapa das investigações.

"Inclusive, também já iniciamos o inquérito para investigar um dos sócios, que é um dos fundadores, maiores financiadores dessa pirâmide, que abriu uma trader (investidor do mercado financeiro que atua em operações de curto prazo) dele, que já quebrou, e já esta sendo investigado", conclui.

Vídeos mais vistos no G1 MG:

200 vídeos


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*

Últimas notícias








Calendar