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Acusado de tentar matar ex queimada é condenado a 4 anos de prisão em regime semiaberto

Homem pôs fogo no colchão onde a ex dormia — Foto: Reprodução/TV Globo

Homem pôs fogo no colchão onde a ex dormia — Foto: Reprodução/TV Globo

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais condenou a quatro anos e oito meses de prisão,em regime semiaberto, o homem que tentou matar a ex-mulher queimada no Morro do Papagaio, no bairro Santa Lúcia, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (1º).

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De acordo com a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Adilson Evaristo da Silva pulou a janela da casa da ex e ateou fogo no colchão em que ela dormia, em 20 de agosto de 2019. Segundo o órgão, o réu tentou matar a mulher porque não aceitava o fim do relacionamento, e o homicídio só não foi consumado porque a vítima acordou a tempo e conseguiu fugir.

O julgamento começou por volta das 9h no Fórum Lafayette, na capital. Durante o interrogatório, Adilson confirmou que discutiu com a ex na noite do crime, mas negou ter colocado fogo no colchão dela. Quatro homens e três mulheres fizeram parte do júri. A sentença foi proferida por volta das 16h30.

Julgamento de Adilson Evaristo da Silva, acusado de tentar matar a ex-mulher, em BH — Foto: Joubert Oliveira/ Fórum Lafayette/ Divulgação

Julgamento de Adilson Evaristo da Silva, acusado de tentar matar a ex-mulher, em BH — Foto: Joubert Oliveira/ Fórum Lafayette/ Divulgação

A vítima disse que ela e o acusado estavam separados havia uma semana quando o crime aconteceu. Dois dos três filhos do casal, de 1 e 7 anos, estavam dormindo na mesma cama que a mulher. O homem tirou as crianças do local e as colocou em cima de um lençol na cozinha antes de atear o fogo.

Quando a mulher acordou, as chamas estavam altas, e o ex-companheiro não estava lá. Ela disse ainda que o réu já tinha a agredido várias vezes e é usuário de drogas.

Adilson foi encontrado em uma casa abandonada perto do local do crime e não ofereceu resistência à prisão.

Ele ainda disse aos policiais: "Que bom que vocês me encontraram, agora eu vou para a cadeia, vou poder comer e dormir de graça".

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o homem ficou preso no Centro de Remanejamento Provisório (Ceresp) de Contagem e no Presídio de Ribeirão das Neves II, na Região Metropolitana, entre 21 de agosto e 6 de novembro de 2019. Desde então, ele cumpre medida cautelar, com monitoração eletrônica.

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