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Pai de 5 filhos em BH tenta driblar inflação cortando gastos com carne: 'Assusto com preço de tudo'

Misael Marques com a mulher e cinco filhos diz que ficou assustado na hora de fazer compras no supermercado. — Foto: Arquivo pessoal

Misael Marques com a mulher e cinco filhos diz que ficou assustado na hora de fazer compras no supermercado. — Foto: Arquivo pessoal

O dia de compras na casa do servidor público Misael Marques, de 33 anos, e da confeiteira Carolyne Cangussu, de 32, também é um dia de "mágica no orçamento".

De um lado, a alta dos preços nas gôndolas do supermercado, do outro, a escolha do que irá para mesa deles e dos cinco filhos, no bairro Cidade Nova, na Região Nordeste de Belo Horizonte.

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O casal tem filhos de 8 e 7 anos, além de trigêmeas de 8 meses, que estão começando a introdução alimentar.

"Atualmente, devido à necessidade de iniciarmos a dieta das bebês, temos tido a necessidade de comprar, em uma quantidade maior, frutas, legumes, carnes e ovo. Só que, com a alta dos preços, estamos dando prioridade para as compras dos produtos mais em conta, uma vez que temos realizado compras até três vezes por semana", contou Misael.

Há um ano, aproximadamente, a família tinha gastos de R$ 1,25 mil mensais na hora da compra no supermercado. Neste ano, o valor já chegou a R$ 2,2 mil.

Ele disse que até o preço dos alimentos mais "em conta" subiram.

"Hoje me assusto com tudo: gasolina, sacolão e supermercados. Tínhamos iniciado a compra apenas de frango, ovos e moela, só que há algumas semanas, até os produtos 'mais em conta' tiveram reajustes assustadores. Estamos até evitando comprar carne de boi", lamentou o servidor.

A família passou a comprar mais depois que as trigêmeas de 8 meses, Sofia, Olívia e Lara começaram a introdução alimentar. — Foto: Arquivo pessoal

A família passou a comprar mais depois que as trigêmeas de 8 meses, Sofia, Olívia e Lara começaram a introdução alimentar. — Foto: Arquivo pessoal

Com o nascimento das trigêmeas, Carolyne precisou parar de trabalhar para se dedicar aos cuidados com os filhos. Para driblar as contas, Misael passou a ir para o trabalho de bicicleta, mas a economia durou pouco tempo.

"Há um tempo, devido à alta do combustível, já tinha decidido ir trabalhar de bicicleta, só que, devido às complicações que tive da Covid, que em decorrência da doença, atingiu e comprometeu parte do meu pulmão, tive que voltar a ir trabalhar de carro, infelizmente, uma vez que os gastos com combustível estão algo fora da realidade", contou.

Segundo dados recentes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em um ano, no Brasil, o quilo do arroz subiu quase 70%; o feijão preto, 51%; a batata, 47%; a carne, quase 30%; leite, 20%; e óleo de soja, 87%.

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