Carregando...

Pesquisa da Fecomércio aponta que 85% das famílias de BH têm algum tipo de dívida

Mais de 80% das famílias de BH têm alguma dívida

Mais de 80% das famílias de BH têm alguma dívida

Oitenta e cinco por cento das famílias de Belo Horizonte têm alguma dívida, seja com o cartão de crédito, carnês, financiamento de carro ou da casa, empréstimos. É o que aponta pesquisa da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG).

A preocupação aumenta quando boa parte da população nem sequer consegue pagar a conta. É o caso do comerciante Washington Pereira, que tem uma lanchonete, e foi prejudicado pela pandemia. Com os últimos aumentos da energia elétrica e do gás de cozinha, ele não teve saída, teve que fazer um empréstimo.

"Planejei, na medida do possível a gente tem tentado não atrasar. As contas, todos os meses elas chegam, aí junto com elas vêm as do dia a dia, água luz, carne, telefone. Então tem subido muito o custo de vida aqui em BH. Subido muito, muito mesmo".

  • Pai de 5 filhos em BH tenta driblar inflação cortando gastos com carne: 'Assusto com preço de tudo'

A maioria da população de BH está como ele: tem alguma dívida. Uma pesquisa da Fecomércio MG mostra que Belo Horizonte, entre todas as capitais do Sudeste – Vitória (66,3%), São Paulo (67,2%), Rio de Janeiro (75,6%) – é a que mais tem morador com dívida: de cada 100, 85 têm algum empréstimo para pagar. É a pior situação dos últimos dois anos.

Fechar as contas no fim do mês está impossível para 85% das famílias belo-horizontinas — Foto: Reprodução/TV Globo

Fechar as contas no fim do mês está impossível para 85% das famílias belo-horizontinas — Foto: Reprodução/TV Globo

Em agosto, a alta no endividamento em BH foi de 2,7%. Em comparação com o mesmo período de 2019, o aumento foi de quase 6%. Além do endividamento, a pesquisa levantou também quem está com conta atrasada: em BH são 36,3% dos moradores e 17,9% dizem que não terão condições de quitar suas dívidas.

"Fico preocupada, né? Mas não adianta nada, né? Eu tenho que ir levando", lamenta a pensionista Clarice Maria da Silva.

"Com essa pandemia, a gente estava em dificuldade, mas com o aumento da conta de energia pra 50% de aumento, a dificuldade vai dobrar porque já tinha acúmulo de conta, agora vai ser pior. Nós não aguentamos isso", reclama a aposentada Ediene Rosalina.

"Um consumidor, quando ele está inadimplente, ele passa a não ter acesso ao crédito. Uma pessoa não tendo acesso ao crédito ela vai consumir menos, o que afeta diretamente o comércio e toda a economia no geral. Um dos motivos para a gente está enfrentando esse cenário, principalmente depois do início da pandemia, é aumento do desemprego, a inflação elevada e o achatamento de renda enfrentado pela população", explica a economista da Fecomércio MG Gabriela Martins.

O encarregado de obras Giovanni Lúcio Rodrigues de Oliveira é pai de cinco filhos, está com as contas atrasadas e não sabe como vai fazer.

"isso tem me deixado muito de cabeça quente porque as dívidas têm se acumulado e, com o salário do mês no dia 5 não está dando pra pagar. Tenho tido contas em atraso como cartão de crédito, água, luz, internet, passado dificuldade pra fazer o supermercado. Para comer temos que fazer o mínimo possível para poder sobreviver porque o custo de vida é cada dia mais elevado, cada dia mais difícil", relata Oliveira.

A dica da Fecomércio MG para não entrar em um cenário de endividamento é buscar ponderar o uso do crédito, se perguntar sempre se realmente contrair uma nova dívida naquele momento é necessário e essencial. Também vale não usar o crédito como complemento de renda. A renegociação, trocando a dívida por juros menores, é uma alternativa nesses tempos difíceis.

Os vídeos mais vistos no G1 Minas:

200 vídeos


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*

Últimas notícias








Calendar