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Total de passageiros nos ônibus de BH cresce em ritmo 3,5 vezes maior que o de viagens realizadas

Ônibus da linha 2151 lotado na manhã dessa terça-feira (31) — Foto: Arquivo Pessoal

Ônibus da linha 2151 lotado na manhã dessa terça-feira (31) — Foto: Arquivo Pessoal

Os ônibus na capital estão cada dia mais cheios, mas o número de viagens não vem acompanhando esse fluxo — é o que mostram os dados divulgados pela Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans). Entre a semana retrasada e a passada (de 16 a 27 de agosto), houve um aumento de 5.067 usuários atendidos, mas apenas 49 novas viagens.

A comparação entre os números de cada semana mostra que houve um aumento de 0,7% no total de usuários, enquanto o acréscimo nas viagens foi de apenas 0,2%. Isso significa que o total de passageiros cresceu em um ritmo 3,5 vezes maior do que o de viagens oferecidas.

Seguindo na análise desses dados, é possível afirmar que foi incluída apenas uma nova viagem para cada 103 novos passageiros registrados. Vale lembrar que um ônibus convencional, como é composta a maior parte da frota atual, comporta de 36 a 40 passageiros sentados.

Entre os dias 23 e 27 de agosto foram registrados 787.912 passageiros nos ônibus municipais da capital, enquanto foram realizadas 18.280 viagens, o que representa uma média de 43 usuários por viagem. Esses são os maiores índices registrados em uma única semana desde o início da pandemia.

Em nota, a BHTrans informou que "solicitou aos consórcios a revisão completa dos quadros de horários e incremento de viagens" e que a avaliação será realizada pela própria autarquia durante o mês de setembro.

Além disso, a autarquia pontuou que "a programação e execução das viagens é atribuição dos concessionários e que a BHTrans intensificou a fiscalização a partir de agosto para exigir o cumprimento das regras contratuais" e do decreto que dispõe das medidas contra à propagação da Covid-19.

O Decreto 17.362/2020, assinado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) em maio de 2020, prevê, no máximo, 20 passageiros em pé em ônibus articulados do Move, 10 pessoas em pé nos ônibus convencionais e cinco, nos miniônibus.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), que representa os consórcios responsáveis, foi procurado, mas não havia se manifestado até a última atualização dessa reportagem.

Os dados foram extraídos da planilha de acompanhamento da demanda de passageiros e oferta de viagens no sistema de transporte coletivo de BH durante a pandemia, publicada semanalmente pela própria BHTrans desde 2020.

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