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Abusos sexuais no Shopping Oiapoque: diretor nega e ex-funcionário culpa mulheres

Ex-funcionárias denunciam assédio de diretor de shopping popular de BH

Ex-funcionárias denunciam assédio de diretor de shopping popular de BH

Após denúncias de abuso sexuais contra um diretor do Shopping Oiapoque, a direção do shopping negou os abusos e afirmou que tudo é uma "retaliação" e que a ex-funcionária estaria agindo desta forma porque foi demitida por justa causa depois de assediar dois colegas de trabalho.

Um ex-funcionário do estabelecimento gravou entrevista à TV Globo, dizendo que era ele que sofria assédio por parte de uma mulher que registrou a denúncia.

"Eu estava subindo a escada, ela tentou me beijar. Eu virei o rosto, ela olhou pra minha cara e falou: 'Isso não vai ficar assim'. Acabou que, de eu não dar muita ideia para ela, acabou que ela acabou me demitindo, né?", disse o homem, que pediu anonimato.

A mulher que foi a primeira vítima a registrar boletim de ocorrência contra o diretor do shopping refutou as acusações.

"Não aconteceu de forma alguma. As pessoas que estavam no local sabem disso. Não houve nada disso. Eles estão falando isso porque aconteceu o fato, eu denunciei, tive a coragem de denunciar, e aí eles estão tentando reverter uma situação", disse ela.

Mulheres denunciam assédio de diretor da Oiapoque — Foto: Reprodução/TV Globo

Mulheres denunciam assédio de diretor da Oiapoque — Foto: Reprodução/TV Globo

O advogado Lucas Frade, que representa na Justiça três mulheres que trabalharam no shopping, disse que possui provas de que elas foram vítimas do diretor do estabelecimento.

"Um assédio que começou como moral e foi pro sexual. Temos provas, diversas confirmações e denúncias feitas no RH da empresa de vítimas que presenciaram ou foram vítimas deste caso", contou.

O diretor comercial, Luiz Arthur Brandão, negou ter assediado as funcionárias.

“Cumprimentava todas normalmente como colegas de trabalho, com bom dia, boa tarde, e ai, gente? Neste nível, nada de pejorativo ou agressão padrão sexual nenhum”, disse Brandão.

'Ele fazia isso na frente de qualquer pessoa'

Funcionárias de shopping popular de BH acusam diretor de assédio sexual

Funcionárias de shopping popular de BH acusam diretor de assédio sexual

O g1 e a TV Globo mostraram, na noite de terça-feira (21), denúncias de ex-funcionárias do shopping que alegavam terem sido vítimas de assédio sexual por parte do diretor do estabelecimento.

“Ele vive cantando a gente. Eu me sentia impotente, né? Eu cheguei a declarar o fato para o RH. Na época eu declarei também para meu gerente geral".

"Me diziam que pouco podiam fazer pelo autor ser um dos donos do shopping Oiapoque”, disse uma mulher que denunciou o assédio. Ela falou que vem sofrendo por cinco anos.

Na segunda-feira (20), ela resolveu procurar a polícia. A mulher disse que, durante todo o tempo em que trabalhava no Shopping Oiapoque, no centro da capital, Luiz Arthur Brandão sempre a assediava.

Na sexta-feira (17), ele levou a vítima para um local dentro da empresa em que não há câmeras e tentou tocar nas partes íntimas dela.

Diretor do Shopping Oiapoque é acusado de assédio por funcionárias — Foto: Redes Sociais

Diretor do Shopping Oiapoque é acusado de assédio por funcionárias — Foto: Redes Sociais

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher abriu um inquérito para apurar as denúncias. Segundo as vítimas, pelo menos 10 funcionárias foram assediadas pelo diretor comercial do Shopping Oiapoque.

Uma outra ex-funcionária disse que era cercada pelo empresário nos corredores do shopping e que ele pedia fotos dela nua.

“Com todas as moças que trabalhavam comigo aconteceu o mesmo. Chegou a um ponto que o Luiz Arthur pedia para alguma moça descer para fazer um serviço para ele, Ninguém do setor queria descer só para não ser humilhada com as palavras chulas, com o jeito dele”, disse.

Outra mulher, que também foi da equipe do Shopping Oiapoque, contou que trabalhava aflita, evitando encontrar com o diretor porque já não aguentava ser pressionada.

“Ele faz isso na frente de qualquer pessoa. Eu me sentia constrangida e ficava na minha porque eu precisava do meu emprego. Eu era a única que trabalhava aqui em casa e eu precisava de trabalhar ali. Sempre fugia dele o máximo”, contou.

O Shopping Oiapoque disse, na terça, que os fatos estão sendo apurados e que as devidas providências legais serão tomadas.

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