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Preservação ambiental na pauta da mineração

Além de permitir a fabricação de produtos e equipamentos que facilitam a vida, e de gerar emprego e renda, a mineração também atua para preservar a natureza e cuidar do desenvolvimento social. São ações variadas e que modificam positivamente a vida de milhares de pessoas em Minas Gerais.

 — Foto: Reprodução/123RF

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Como sintetiza o diretor de Sustentabilidade e Assuntos Regulatórios do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Julio Cesar Nery Ferreira, a palavra em questão é legado. “A operação delas ocorre de forma que a comunidade ganha com a preservação de áreas, com a diversidade, dentro dos padrões do ESG. É um legado para todos”, disse.

O ESG, por sua vez, é um conjunto de ações ambientais, sociais e de governança que devem ser aplicadas por empresas para a preservação do ambiente e da vida na Terra.

“O ESG traz um pensamento disruptivo: da parte ambiental, as empresas precisam racionar os recursos naturais, e pensar em maneiras sustentáveis de utilizá-los. Na governança, pensar menos em lucro e mais nos impactos socioambientais das suas atividades. E, no social, pensar mais na saúde e na qualidade de vida dos funcionários e da comunidade, bem como em seus impactos”, explicou o coordenador de meio ambiente da FIEMG, João Vitor Teixeira.

ESG na mineração

Mais do que palavras, as ações concretas das mineradoras podem ser acompanhadas por toda a sociedade. Em operação no Brasil há 187 anos, a AngloGold Ashanti tem como prioridade a agenda ESG. De acordo com o diretor de sustentabilidade da empresa, Lauro Amorim, a AngloGold Ashanti tem compromissos com o desenvolvimento social, proteção e preservação ambiental e absoluto respeito às práticas éticas nos negócios.

Na prática, a empresa, que conta com unidades em Minas Gerais e em Goiás, mantém quatro Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN) com mais de 1,1 mil hectares de área preservada; faz a destinação correta de todo resíduo que é descartado nos Eco Pátios das operações; e reaproveita 70% da água utilizada na cadeia de produção do ouro.

Além disso, a mineradora monitora e minimiza a emissão de poluentes por meio do aproveitamento do enxofre gerado nos processos para produção de ácido sulfúrico. Aliás, a AngloGold Ashanti é signatária do Pacto Global da ONU, tendo se comprometido a zerar, até 2050, a emissão de gases de efeito estufa resultantes das operações diretas e indiretas da mineradora. A empresa também vai descomissionar todas as barragens de rejeitos da empresa até 2026.

No trabalho social, apenas neste ano, foram investidos cerca de R$ 20 milhões em projetos próprios, patrocínios institucionais e iniciativas viabilizadas por meio de leis de incentivo. “Um dos nossos destaques é o ‘Parcerias Sustentáveis’, que seleciona empreendimentos sociais das comunidades que nos abrigam para mentorias e capacitações de negócios, indo além do aporte financeiro”, explicou Lauro Amorim.

Conforme a empresa, nas 10 edições anuais do projeto Parcerias já realizadas, foram R$ 10,2 milhões investidos em 272 projetos e 35 mil pessoas beneficiadas. E o melhor: em média, 80% dos participantes apoiados pelo programa continuam em atividade após as mentorias.

A Vale também está comprometida com as ações de ESG. Entre as diversas ações empenhadas pela empresa, um destaque é o lançamento do “briquete verde”, um produto que pode reduzir em até 10% a emissão de gases do efeito estufa na produção de aço dos clientes siderúrgicos.

O “briquete verde” é formado por minério de ferro e uma solução tecnológica de aglomerantes, que inclui em sua composição areia proveniente do tratamento de rejeitos de mineração, e é capaz de resistir à temperatura elevada do alto-forno sem se desintegrar. O “briquete verde” será, inicialmente, em unidades do Espírito Santo e Minas Gerais. A capacidade inicial de produção é de aproximadamente sete milhões de toneladas por ano. O investimento soma US$ 185 milhões.

“A estimativa é de que, no longo prazo, a companhia tenha capacidade para produzir acima de 50 milhões de toneladas por ano de ‘briquete verde’, o que levaria a um potencial de redução de emissão superior a seis milhões de toneladas de carbono equivalente por ano com uso da tecnologia”, informou a empresa, em nota.

Além disso, a Vale tem como objetivo atingir 100% de autoprodução de energia elétrica a partir de fontes renováveis no Brasil até 2025, e consumo de 100% de eletricidade renovável globalmente até 2030.

No ponto de vista social, nos 53 anos da Fundação Vale, a empresa vem trabalhando em iniciativas com foco nas áreas de educação, saúde e geração de renda. Somente no ano passado, a fundação atuou em 52 municípios de seis estados.

Durante a pandemia, a empresa readaptou alguns projetos para atender às urgências do novo cenário, como o Ciclo Saúde, programa de fortalecimento da atenção básica nos municípios, que atendeu 1,84 milhão de pessoas nesse período crítico.

Produtora de aço com unidades de mineração, a Gerdau atua em diversas iniciativas de ESG. O grande destaque, no momento, fica por conta do “Reforma que Transforma”, projeto social com investimentos iniciais de R$ 40 milhões e que, segundo a empresa, pretende transformar o panorama da habitação de baixa renda no país.

A proposta é fazer a reforma no aposento com maior insalubridade de residências de cidades como Ouro Preto, Ouro Branco, Itabirito, Barão de Cocais e Divinópolis, em Minas; além de Maracanaú (CE), Recife (PE), Charqueadas (RS), Sapucaia do Sul (RS), Araçariguama (SP), Pindamonhangaba (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

Na primeira etapa, o projeto contribuirá com a melhoria de mais de 13 mil habitações vulneráveis no Brasil, ao longo de 10 anos, a partir de 2022. Segundo a Gerdau, a empresa oferecerá às famílias duas alternativas: crédito a juros abaixo do mercado e doação integral da reforma realizada pelo projeto, conforme premissas de vulnerabilidade social.

Para a Gerdau, tornar a residência digna, segura e saudável tem um poder transformador e impacta de forma transversal e positiva a sociedade, melhorando saúde, educação, segurança alimentar e física e as relações sociais e familiares.

“Ao contribuirmos para a dignificação das residências das populações mais necessitadas, transformando-as em lar, estamos não apenas reformando casas, mas sonhos, perspectivas de futuro e novas oportunidades”, disse o CEO da Gerdau, Gustavo Werneck.

Você sabia?

Quando uma empresa faz a mineração de uma área, do total do terreno na propriedade, 20% deve ser preservado na forma de reserva legal. Além disso, há necessidade de se fazer as compensações ambientais, que podem ser superiores a três vezes a área minerada.

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