Carregando...

Protesto na Samarco marca os 6 anos da tragédia de Mariana - Notícias - R7 Minas Gerais

Manifestantes fecharam a entrada da mineradora Samarco, em Mariana, a 110 km de Belo Horizonte, em protesto para marcar os seis anos do rompimento da barragem de Fundão, nesta sexta-feira (5).

De acordo com os organizadores, aproximadamente 500 pessoas fizeram parte do ato logo nas primeiras horas da manhã. Eles são membros do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), do Levante Popular da Juventude e do MAM (Movimento pela Soberania Popular na Mineração).

Silvio Netto, diretor do MST, explica que o grupo também protesta contra as atuais práticas adotadas no setor de mineração no Brasil, levantando possível falta de responsabilidade social e de segurança.

“É importante ressaltarmos que esse modelo de mineração cria problemas ambientais e sociais, gera baixa arrecadação aos municípios, cria dependência e empregos que oferecem risco a toda a população mineira. Enquanto isso, toda a riqueza explorada beneficia o capital estrangeiro, materializado em empresas como a Samarco, a Vale e a BHP”, destacou ao comentar sobre as empresas envolvidas no rompimento de Mariana e de Brumadinho.

A barragem de Fundão, pertencente à Samarco, estourou em 5 de novembro de 2015, matando 19 pessoas, deixando centenas de desabrigados e poluindo o Rio Doce entre Minas Gerais e o Espírito Santo. A mineradora pertence às empresas Vale e BHP Billiton. Até o momento, nenhum dos responsáveis foi punido e os atingidos ainda aguardam a entrega das casas que foram destruídas.

Procurada, a Samarco destacou ao R7 que segue adotando as medidas necessárias para reparação dos danos causados pela tragédia.

Veja a íntegra da nota da Samarco:

"A Samarco segue firme em seu compromisso com as ações de reparação e compensação dos impactos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, que jamais serão esquecidos pela empresa.

A empresa reafirma, mais uma vez, seu comprometimento com a reparação de danos e com o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado, em março de 2016, pela Samarco e seus acionistas, Vale e BHP, governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo e outras entidades. Até o momento, já foram indenizadas mais de 336 mil pessoas, tendo sido destinados mais de R$ 15,57 bilhões para as ações executadas pela Fundação Renova, que conduz ainda ações de recuperação da flora e fauna, além dos processos de reassentamentos que contam com a participação direta dos atingidos e do poder público em todas as etapas e são acompanhados pelo Ministério Público de Minas Gerais."


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*