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Mães e alunas protestam para que meninas possam participar de futebol em escola de BH: ‘Só quero jogar com os meus amigos’

Família manifesta em escola para que filha tenha o direito de jogar bola.— Foto: Arquivo pessoal/divulgação

Família manifesta em escola para que filha tenha o direito de jogar bola. — Foto: Arquivo pessoal/divulgação

'Estamos lutando para as meninas que virão'.

O relato é da estudante de psicologia e mãe da Emanuelle Oliveira, Daniele Alves de Oliveira, que organizou uma manifestação no Colégio Santa Rita de Cássia, no Barreiro, para que a filha e outras meninas possam ter o direito de jogar futebol no campeonato da escola.

Mães protestam para que filhas possam jogar futebol.— Foto: Arquivo pessoal/divulgação

Mães protestam para que filhas possam jogar futebol. — Foto: Arquivo pessoal/divulgação

A garota tem 10 anos e joga futebol há cinco. Neste ano, ela pediu para a mãe ligar na escola e avisar que ela queria jogar futebol na competição que acontece em julho. O retorno dos responsáveis pelo colégio é de que não tem meninas o suficiente para montar um time e que, por isso, ela não poderá competir.

"Senti raiva e indignação. Eu pedi para ela jogar com os meninos, como faz na escolinha, mas não deixaram", afirma Daniele.

Emanuelle joga futebol com meninos desde os cinco anos.— Foto: Arquivo pessoal/divulgação

Emanuelle joga futebol com meninos desde os cinco anos. — Foto: Arquivo pessoal/divulgação

Com a tristeza da filha, a mãe resolveu insistir, mas não teve uma resposta positiva. Foi ai que decidiu organizar uma ação na festa Junina da escola que aconteceu no último sábado (11). Nos cartazes, frases reforçavam que as meninas podem gostar de futebol e que isso não as faz menos femininas.

'O protesto não partiu de mim, mas sim dela. Manu queria mostrar para todos que ela e as outras meninas podiam jogar também'.

Após o ato, Daniele recebeu várias mães que contaram do desejo das filhas em participarem da competição de futebol, mas que não conseguiram. Agradeceram e apoiaram o movimento.

"É inacreditável que a gente ainda tenha que lidar com esse tipo de situação nos dias de hoje. Sinto que é puro preconceito", desabafou.

Cartazes foram levantados com frases que reforçam a liberdade que meninas tem de jogar futebol.— Foto: Arquivo pessoal/divulgação

Cartazes foram levantados com frases que reforçam a liberdade que meninas tem de jogar futebol. — Foto: Arquivo pessoal/divulgação

A mãe conta que esse não é o único problema com o futebol. Na educação física, as meninas quase nunca praticam o esporte. Ela espera que entendam que não há mais a separação do que as garotas podem ou não e que futebol é para qualquer um.

O g1 procurou o Colégio Santa Rita de Cássia, mas ainda não obteve retorno.

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