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Cultura oriental faz parte da história de Mogi das Cruzes

Cultura oriental influencia Mogi das Cruzes

Cultura oriental influencia Mogi das Cruzes

Mogi das Cruzes é uma cidade que ao longo dos seus 461 anos recebeu imigrantes de diversas partes do mundo. Europeus, africanos e povos do Oriente Médio encontraram na cidade do Alto Tietê um lugar com chances de recomeçar.

E os japoneses são uma parte importante da história mogiana. Na cidade cerca de 40 mil moradores são descentes japoneses ou imigrantes.

Quase 20 mil quilômetros separam o Japão do destino da vida nova. Na bagagem alguns imigrantes trouxeram apenas a virtude da sabedoria e a habilidade da inteligência.

"Os primeiros imigrantes vieram para a agricultura, onde todos é… a maioria, né, conseguiram formar família, né?, Plantar produtos que tinham no Japão e a maioria prosperou aqui na nossa cidade. Então, o mogiano recebeu de braços abertos os japoneses aqui", explica presidente do Bunkyo de Mogi das Cruzes, Frank Tuda .

Chuji Urakami foi um desses imigrantes abraçados pela cidade. Isso foi quando ele nem sonhava em construir umavida junto aos nove netos. “Cheguei aqui com 15 anos e comecei a trabalhar em granja. Trabalhei quase 20 anos como empregado.”

Em 1919, os primeiros imigrantes chegaram em Mogi das Cruzes. Os anos passaram, outros vieram e, hoje, não dá para falar na história mogiana e não lembrar da colônia japonesa como uma das referências da cidade.

Até porque a presença deles está nas ruas, no campo, na culinária e nas celebrações. Quem nunca ouviu falar do Akimatsuri. O festival de resgate e divulgação dos costumes e crenças milenares é feito pelo Bunkyo, a associação cultural da colônia japonesa.

Hoje, dos 450 mil habitantes, cerca de 40 mil são de descentes japoneses ou são imigrantes. É quase 9% da população mogiana. Além de já ter fincado raízes por aqui, a colônia nipônica ainda contribui todos os dias para o desenvolvimento da cidade.

"Hoje, nós temos pessoas que se destacam em todos os setores: nós temos engenheiros, advogados, médicos, políticos, temos indústrias através de filhos de japoneses. Então, aqui, Mogi das Cruzes, também hoje, no Brasil, temos contribuído muito em todos os setores da economia", avalia Tuda.

A escolha de fazer parte da cadeia produtora, responsável por 80% do cogumelo consumido no país não foi toa para o empresário descendente de japonês Eduardo Urakami.

Povos africanos ajudaram a construir a história de Mogi das Cruzes

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O clima úmido de Mogi favorece o cultivo dos seis tipos do fungo, cultivados na fábrica de Urakami, entre eles, o iamabu shitake, shimeji e champignon. “Um fundo de quintal mesmo, uma produção bem pequena em torno de uns 400 quilos por mês. Logicamente, passamos bastante dificuldades até que conseguimos ter um know how para produzir. E mesmo esses cogumelos todos que são produzidos aqui, apesar do clima ser favorável, passou por uma série de etapas de adaptação ao clima brasileiro”, afirma Urakami.

Mas nada disso seria possível não fosse também toda a tecnologia investida em sete galpões, para manter toda produção resfriada a 15 graus.

Claro, para tocar isso tudo, 40 funcionários dão conta das demandas de produção, embalagem e transporte. “Todos os mogianos da região próxima ao nosso bairro aqui. A gente faz parte assim de um todo né? De um município, de uma gigante família chama Mogi das Cruzes. E a gente fica muito feliz em poder dar suporte e ajudar essas pessoas ao nosso redor.”

Na construção dessa história de 461 anos, quem viu em Mogi um lugar de oportunidade, é só gratidão

Estrangeiros encontram novo lar em Mogi das Cruzes

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