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Covid-19 deixa de ser a principal causa de morte no Alto Tietê pelo quarto mês consecutivo, apontam cartórios

Leito de tratamento intensivo equipado com ventilador pulmonar, monitor de sinais vitais e outros equipamentos para pacientes de Covid-19, em Mogi — Foto: Ney Sarmento/Prefeitura de Mogi

Leito de tratamento intensivo equipado com ventilador pulmonar, monitor de sinais vitais e outros equipamentos para pacientes de Covid-19, em Mogi — Foto: Ney Sarmento/Prefeitura de Mogi

A Covid-19 deixou de ser a principal causa de morte no Alto Tietê, pelo quarto mês consecutivo, de acordo com dados da Associação de Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). Em outubro de 2021, dos 788 óbitos atestados nos cartórios da região, apenas 7,6% eram decorrentes da doença.

O cenário é diferente do que foi observado entre março e junho, durante o pico da segunda onda da pandemia, quando o coronavírus foi o principal causador de mortes na região. No terceiro mês deste ano, dos 1.670 registros, 47,6% eram de vítimas da Covid-19.

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Apesar da redução entre os meses, o balanço aponta que a doença foi, praticamente, a principal causa de morte no Alto Tietê desde janeiro, tendo provocado mais óbitos do que as doenças vasculares ou respiratórias(confira mais detalhes abaixo).

O levantamento inclui dados de Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. É considerado o local de registro e, não necessariamente, onde a pessoa vivia.

Causas de morte no Alto Tietê em 2021
Entre março e junho, Covid-19 era a principal causadora de óbitos na região
Fonte: Arpen

Desde o início do ano, a Covid-19 tem se destacado entre os atestados de óbito emitidos no Alto Tietê, segundo os dados da Arpen. Entre janeiro e fevereiro, o índice só perdia para a categoria de 'demais óbitos'.

Nela estão inclusas todas as mortes – inclusive acidentais ou violentas –, com exceção das provocadas pela Covid-19, doenças vasculares inespecíficas, infarto, acidente vascular cerebral (AVC), Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), septicemia, pneumonia e insuficiência respiratória.

Porém, nos meses de março, abril, maio e junho, o número de pessoas que perderam a vida por causa do coronavírus superou todas as outras causas. O cenário voltou a mudar a partir de julho, quando os óbitos pela doença caíram.

Causas de morte no Alto Tietê em 2021
Fonte: Arpen

Na análise anual, a Covid-19 pode ser considerada a principal causa de morte na região entre janeiro e outubro. Isso porque a doença só fica atrás da categoria 'demais óbitos', que soma diversas outras justificativas. Ao todo 28,7% dos registros foram pela doença.

Doenças vasculares e respiratórias

Ainda segundo a Arpen, entre janeiro e outubro desse ano, a Covid-19 matou 59% mais do que as doenças vasculares.

Já em relação aos óbitos por septicemia e causas respiratórias foram 25,6% a mais. Além disso, o coronavírus fez quatro vezes mais vítimas do que os AVCs e cinco vezes mais do que os infartos.

Pneumonia à frente da Covid-19

Em meio à baixa nas mortes pela Covid-19, outra doença respiratória ganhou destaque entre os atestados de óbito.

De acordo com os dados da Arpen, desde agosto, a pneumonia tem provocado mais mortes do que o coronavírus. Em outubro, foram 93 vítimas, contra 60 da Covid-19.

No décimo mês do ano também houve alta entre as doenças vasculares, que cresceram em 13,7% na comparação com setembro.

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