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Em visita a Itaquaquecetuba, Tarcísio afirma que barragem da capital não possui relação com enchentes no Alto Tietê

Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao lado de Eduardo Boigues (PP), prefeito de Itaquaquecetuba — Foto: TV Diário/Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que a situação da Barragem da Penha não possui relação com as enchentes e alagamentos que têm ocorrido em cidades do Alto Tietê nas últimas semanas. A declaração foi feita nesta quarta-feira (2), durante visita de Freitas na Vila Maria Augusta, em Itaquaquecetuba.

Na quarta-feira (2), o Consórcio de Desenvolvimento dos Município do Alto Tietê (Condemat) se reuniu com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e solicitou a abertura de comportas da Barragem da Penha, na capital. Segundo os representantes do Condemat, esta medida iria contribuir para os problemas das enchentes do Rio Tietê em cidades do Alto Tietê.

No entanto, assim como o DAEE, Freitas declarou que esta questão não possui relação com a barragem. “Nenhuma. Isso aí tem que ficar bem claro com a população. É vender facilidade pra população. Você diz assim: ‘olha, quando as comportas tiverem todas funcionando’, porque as comportas estão funcionando, tão dando vazão suficiente. Pra que isso aqui tivesse relação com a Barragem da Penha, você teria todo Parque Ecológico [do Tietê] inundado, as marginais inundadas, [Rodovia] Ayrton Senna inundada, e não é isso que está acontecendo. A barragem tá operando com a cota 720, a gente aqui tá numa cota 732. Nós estamos 12 metros acima da cota da Barragem da Penha, então não tem relação com a barragem”, disse.

Vila Maria Augusta

O governador também observou a situação da Vila Maria Augusta, que está com ruas alagadas há semanas, o que dificulta a rotina dos moradores, além de causar perdas de móveis e eletrodomésticos. Em entrevista coletiva, Freitas declarou que as famílias que vivem em áreas de várzea de rios precisam ser deslocadas para locais que não sejam sujeitos a alagamentos e enchentes, através de programas habitacionais.

“Situação crítica. A gente percebe que temos muitas moradias numa área de várzea, uma área baixa. O que tá acontecendo nesse ano com certeza não aconteceu pela primeira vez, e vai acontecer outras vezes. Então, a gente precisa levar as pessoas para áreas que não sejam sujeitas a alagamentos, porque enquanto as pessoas morarem na várzea do [Rio] Tietê, nós vamos ter esse problema. E aí a gente precisa de um programa habitacional consistente, não é questão que se vai resolver num mandato, dois mandatos, três mandatos. Tem que ser uma constante, tem que ser uma política pública de remover pessoas de várzeas de rio, de áreas de risco e a gente pode dar passos importantes. A gente pode chegar no final desse mandato tendo feito 2 mil, 2,5 mil residências em Itaquá, tirando pessoas da margem, desmobilizando aqui o [Vila] Maria Augusta, [Vila] Japão”.

Tarcísio de Freitas (Republicanos) esteve na Vila Maria Augusta, em Itaquaquecetuba, nesta quinta-feira (2) — Foto: TV Diário/Reprodução

De acordo com Freitas, os governos estadual e municipal precisam trabalhar em conjunto para destinar as famílias impactadas a novos lares. Uma solução apontada pelo governador é a construção de casas modulares, com um prazo de entrega menor. “O que a gente vai ter que fazer a partir de agora: levantar as áreas que nós vamos ter à disposição, vamos trabalhar com a prefeitura pra fazer o levantamento dessas áreas. A partir daí, projeto. Vamos buscar as técnicas de construção que sejam mais rápidas pra construção modular, construção celular, de maneira que a gente possa trabalhar muito com essas estruturas pré-fabricadas, porque isso vai permitir a gente construir residência, por exemplo, 150, 180 dias após encomenda. E obviamente falando de um programa pra os 4 anos. Constrói 500, vai lá constrói mais 500, depois vai lá e constrói mais 500. Tem que ser assim”.

Em relação a medidas emergenciais para as famílias que vivem na Vila Maria Augusta, o governador defendeu a oferta de programas de assistência social já existentes.

“Nesse momento, tem que prestar assistência humanitária, entregar as cestas básicas, dar o auxílio financeiro pra quem eventualmente não vai ter condição de trabalhar. Porque não adianta, agora a gente tem que realmente pensar em longo prazo, pensar lá na frente o que a gente vai fazer. A gente tem os programas do governo do Estado, por meio da nossa Secretaria de Desenvolvimento Social, a gente tem como fazer o cadastro e apoiar, via aqueles programas que já existem. A gente tem aí Bolsa do Povo, a gente tem uma série de empregos que podem beneficiar essas pessoas que hoje tão passando necessidade”.

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