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Justiça britânica determina que Assange continue na prisão

A Justiça do Reino Unido rejeitou um pedido da defesa do fundador do Wikileaks, Julian Assange, para ser libertado sob fiança nesta quarta-feira (06). Com isso, o australiano continua detido no presídio de segurança máxima de Belmarsh, onde está há quase dois anos.

Assange permanecerá na prisão até fim de julgamento das apelações judiciais
Assange permanecerá na prisão até fim de julgamento das apelações judiciais
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Para a juíza Vanessa Baraitser, que há dois dias negou a extradição de Assange para os Estados Unidos, há o risco de fuga enquanto recursos de apelação ainda são analisados judicialmente.

"Há razões para acreditar que se o senhor Assange for colocado em liberdade hoje, ele não irá se apresentar ao tribunal para enfrentar os casos de apelação", ressaltou Baraitser, lembrando que horas após a decisão do tribunal, o governo do México já ofereceu asilo político para o fundador do Wikileaks.

Além disso, Baraitser ressaltou que Assange violou sua liberdade condicional em 2012, quando respondia a um processo na Suécia, e buscou asilo político na embaixada do Equador em Londres, onde permaneceu por sete anos até a revogação da medida pelo governo de Quito.

A juíza ainda considerou que o presídio de Belmarsh oferece uma boa assistência médica para a saúde mental do australiano de 49 anos e que há baixíssimo risco de que ele contraia a Covid-19 no local.

Um dos advogados de defesa, Edward Fitzgerald, se disse "decepcionado" com a decisão e informou que irá recorrer da medida na Alta Corte.

Apesar de não ter mais nenhuma acusação vigente no Reino Unido, os Estados Unidos entraram com um recurso contra a decisão do tribunal londrino de não extraditá-lo para o país. Em território norte-americano, Assange é acusado por 17 crimes federais de espionagem e por divulgação de documentos secretos das Forças Armadas.

Em 2010, o australiano usou o Wikileaks para publicar milhares de documentos - cerca de 700 mil - que mostravam que os militares norte-americanos cometerem crimes de guerra contra civis no Iraque e no Afeganistão. .
   

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