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Trump insiste que não aceitará vitória de Biden; apoiadores protestam contra certificação da vitória democrata no Congresso

Apoiadores de Trump em ato nesta quarta-feira (6) em Washington, nos Estados Unidos — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Apoiadores de Trump em ato nesta quarta-feira (6) em Washington, nos Estados Unidos — Foto: Jacquelyn Martin/AP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (6) a uma multidão de apoiadores em Washington que não vai aceitar a vitória de Joe Bidennas eleições presidenciais de novembro. A manifestação ocorre momentos antes da sessão no Congresso americano que deve certificar a vitória do democrata.

"Nós nunca vamos admitir", disse Trump aos apoiadores no Ellipse, parque perto da Casa Branca

Trump, que perdeu a eleição de 3 de novembro mas até agora não aceitou o resultado, alega que houve fraude na votação. No discurso, ele voltou a pressionar o vice-presidente Mike Pence, que preside a sessão no Congresso, para que não certifique a vitória de Biden — o que não tem fundamento constitucional.

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Um de seus filhos, Eric Trump, já falou para os milhares de apoiadores do pai: "Há alguém aqui que realmente pensa que Joe Biden ganhou esta eleição?".

Todos os estados já certificaram que Biden venceu a eleição contra Trump por 306 votos a 232 no Colégio Eleitoral, e todas as contestações do atual presidente na Justiça fracassaram.

"Não importa", afirmou Eric Trump. "Eles podem mentir; eles podem trapacear; eles podem roubar. Meu pai iniciou um movimento e este movimento nunca, jamais morrerá."

O protesto ocorre no dia em que o Congresso deve certificar a vitória de Biden, em sessão marcada para começar às 15h (horário de Brasília).

Dezenas de legisladores republicanos da Câmara e do Senado permanecem fiéis a Trump e prometeram se esforçar para bloquear a certificação do resultado, o que pode atrasar sua conclusão. Mas é quase certo que o movimento fracassará.

Em condições normais, a sessão seria um procedimento meramente formal. Mas Trump tem pressionado até seu vice-presidente, Mike Pence, que vai presidir a sessão, a não aceitar a certificação de Biden.

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Isso não deve mudar o fato de que o democrata tomará posse em 20 de janeiro. O Colégio Eleitoral se reuniu em dezembro e o escolheu formalmente como o próximo presidente, e agora cabe ao Congresso chancelar a decisão.

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