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Autoridades participam do funeral de Colin Powell, ex-secretário de Estado dos EUA

Caixão enrolado na bandeira dos EUA com o corpo de Colin Powell é levado à Catedral Nacional de Washington para funeral nesta sexta (5) — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP Photo

Caixão enrolado na bandeira dos EUA com o corpo de Colin Powell é levado à Catedral Nacional de Washington para funeral nesta sexta (5) — Foto: Manuel Balce Ceneta/AP Photo

Familiares, amigos e lideranças políticas dos Estados Unidos compareceram nesta sexta-feira (5) na capital Washington ao funeral de Colin Powell, ex-secretário de Estado morto por Covid-19 em 18 de outubro.

A cerimônia na Catedral de Washington teve a presença do presidente Joe Biden e da primeira-dama Jill Biden. O ex-presidente George W. Bush, que presidia os EUA quando Powell chefiava a diplomacia americana, também participou.

Também estavam presentes o ex-presidente Barack Obama, os ex-secretários de Estado James Baker, Condoleeza Rice e Hillary Clinton, além do atual chefe do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, o general Mike Milley.

Antes do início da cerimônia, a banda formada por militares tocou hinos religiosos e algumas das músicas preferidas de Powell — incluindo "Dancing Queen", do grupo sueco Abba. Era a preferida do ex-secretário de Estado.

Powell morreu de Covid-19 em 18 de outubro — nos EUA e em outros países, é costume o velório e o enterro só ocorrerem semanas depois da morte. Ele tinha mieloma múltiplo, um tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos e que eleva o risco para pessoas que contraem o coronavírus.

Quem foi Colin Powell

Colin Powell serviu como principal oficial militar e diplomata dos Estados Unidos em governos de presidentes do Partido Republicano. No entanto, ele anunciou que votou em Joe Biden nas últimas eleições.

Ele foi o primeiro negro a ocupar cargos de grande responsabilidade nos EUA: conselheiro de Segurança Nacional na Administração de Ronald Reagan; chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas americanas, e secretário de Estado de George W. Bush até 2005 (nos EUA, esse é o nome do cargo do chefe da diplomacia). Ele se aposentou do Exército como general de quatro estrelas.

Powell foi o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos durante a primeira Guerra do Golfo em 1991, durante o governo de George H.W. Bush.

O diplomata dizia às pessoas que previa que o primeiro parágrafo de seu obituário seria dedicado a um discurso que ele fez na ONU, em 2003, que, na prática, tornou aceitável para os americanos a ideia da invasão do Iraque que ocorreu naquele ano.

Segundo os jornais americanos, inicialmente, Powell era o principal assessor de Bush que era contrário à guerra no Iraque (Dick Cheney, o vice-presidente, e Donald Rumsfeld, o secretário de Defesa, eram favoráveis).

Em uma reunião entre Bush, Powell e Condoleezza Rice, que era a conselheira de segurança nacional, Powell afirmou que se a guerra no Iraque desse errado, Bush seria responsabilizado por isso.

Mas poucos meses depois dessa conversa, Powell foi à ONU e deu um discurso favorável à invasão. Ele citou um relatório dos serviços de inteligência dos EUA que dizia que acreditava-se que o Iraque tinha de 100 a 500 toneladas de armas químicas, e toda essa quantidade havia sido produzida só nos últimos 12 meses. Isso nunca se comprovou.

Powell deixou o cargo de secretário de Estado no fim do primeiro governo de Bush. Ele foi substituído por Condoleezza Rice, que tinha mais afinidade com Bush.


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