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Colômbia descriminaliza suicídio assistido e vira 1° país da América Latina a aceitar a prática

Victor Escobar Prado se despede de familiares antes de sua eutanásia em Cali, na Colômbia, na sexta-feira (7) — Foto: Reprodução/Twitter/Luis Giraldo

Victor Escobar Prado se despede de familiares antes de sua eutanásia em Cali, na Colômbia, na sexta-feira (7) — Foto: Reprodução/Twitter/Luis Giraldo

A Corte Constitucional da Colômbia descriminalizou o suicídio assistido no país após uma decisão publicada nesta quarta-feira (11).

Com a aprovação da mais alta corte, a Colômbia se torna o primeiro país da América Latina a permitir que médicos administrem remédios que levem um paciente à morte a seu pedido.

A medida é autorizada, com supervisão médica, para quem esteja sofrendo com doenças sérias ou incuráveis.

A eutanásia – quando o paciente escolhe morrer em um procedimento com presença de equipe médica – é legal na Colômbia desde 1997.

No caso da eutanásia, o paciente é o responsável pela administração do medicamento que o levará à morte. Com a aprovação do suicídio assistido por médicos, pacientes que não tem condições de executar o ato final poderão acessar ao direito de escolha do momento de morrer.

A decisão aprovada por seis dos nove juízes da corte exige que os pacientes cumpram padrões que já estão em vigor para a eutanásia:

  • diagnóstico de uma lesão ou doença incuráveis
  • que causa dor física ou mental intensa
  • a dor é incompatível com uma vida digna.

Suíça, Holanda, Luxemburgo, Canadá, Austrália, Espanha, Alemanha e alguns Estados dos EUA também permitem o suicídio assistido.

Em janeiro deste ano, a eutanásia foi usada pela primeira vez no país por uma pessoa que sofria de uma doença não terminal.

Nos últimos seis anos, o Ministério da Saúde colombiano registrou 178 procedimentos de eutanásia feitos no país.


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