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4 meses de Guerra na Ucrânia: veja principais momentos, da invasão russa à candidatura a membro da UE

Homem senta em banco perto de um prédio destruído em Mariupol, no leste da Ucrânia, no dia 9 de maio de 2022 — Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko

Homem senta em banco perto de um prédio destruído em Mariupol, no leste da Ucrânia, no dia 9 de maio de 2022 — Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko

Veja os principais acontecimentos desde o início da invasão russa da Ucrânia, que completa 4 meses nesta sexta-feira (24) e já deixou milhares de mortos.

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Início da invasão

Presidente Putin anuncia ofensiva militar em pronunciamento televisionado; ele instou os soldados ucranianos a se renderem e voltarem para casa — do contrário, a própria Ucrânia seria culpada pelo derramamento de sangue, e acrescentou que o conflito entre as forças russas e ucranianas são 'inevitáveis' e 'apenas uma questão de tempo' — Foto: Reuters

Presidente Putin anuncia ofensiva militar em pronunciamento televisionado; ele instou os soldados ucranianos a se renderem e voltarem para casa — do contrário, a própria Ucrânia seria culpada pelo derramamento de sangue, e acrescentou que o conflito entre as forças russas e ucranianas são 'inevitáveis' e 'apenas uma questão de tempo' — Foto: Reuters

Em 24 de fevereiro, o presidente Vladimir Putin anuncia uma "operação militar" para defender as "repúblicas" separatistas do Donbass no leste ucraniano, cuja independência tinha acabado de reconhecer unilateralmente.

As forças terrestres russas então penetram no território ucraniano.

No dia 26, o exército russo recebe a ordem de intensificar a ofensiva.

A União Europeia anunciou a primeira compra e entrega de armas à Ucrânia. Os ocidentais aplicam sanções econômicas contra a Rússia cada vez mais rígidas.

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Mapa mostra locais da Ucrânia que foram bombardeados em primeiro ataque feito pela Rússia — Foto: Arte g1

Mapa mostra locais da Ucrânia que foram bombardeados em primeiro ataque feito pela Rússia — Foto: Arte g1

Primeiras negociações

No dia 28, Moscou e Kiev iniciam negociações.

Vladimir Putin exige o reconhecimento da Crimeia como território russo, um "status neutro" para a Ucrânia e sua "desnazificação". Moscou busca há meses garantias de que Kiev jamais integrará a Otan.

Em 2 de março, tropas russas chegam a Kharkiv (norte), segunda maior cidade do país. Ao sul, Kherson, próxima da Crimeia, fica sob controle russo.

Soldados russos em Kherson, na Ucrânia — Foto: Olexandr Chornyi/AP

Soldados russos em Kherson, na Ucrânia — Foto: Olexandr Chornyi/AP

No dia 8, o presidente americano, Joe Biden, decreta um embargo sobre o gás e o petróleo russos.

No dia 10, os líderes dos 27 países-membros descartam uma rápida adesão da Ucrânia à UE, exigida pelo presidente Volodimir Zelensky, ao mesmo tempo em que abrem as portas para estreitar os laços.

Mariupol cercada

04/04 - Soldados de tropas pró-Rússia recolhem corpos para levar a necrotério em Mariupol — Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko

04/04 - Soldados de tropas pró-Rússia recolhem corpos para levar a necrotério em Mariupol — Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko

No dia 21, Bruxelas denuncia "um grande crime de guerra" em Mariupol, um porto estratégico no Mar de Azov.

Dezenas de milhares de pessoas estão presas lá. Uma maternidade, depois um teatro onde os civis estão abrigados são bombardeados.

Vista de Teatro de Mariupol atingido por ataque na Ucrânia, na quarta-feira (16).— Foto: Reuters

Vista de Teatro de Mariupol atingido por ataque na Ucrânia, na quarta-feira (16). — Foto: Reuters

No dia 24, a Otan decide equipar a Ucrânia contra a ameaça química e nuclear e reforça suas defesas em seu flanco leste.

No dia seguinte, Moscou anuncia que estava se concentrando na "libertação do Donbass".

Horror em Bucha

Em 2 de abril, a Ucrânia anuncia ter retomado o controle da região de Kiev após a retirada das forças russas, que se deslocam para o leste e o sul do país.

Imagens de drone mostram tanques atirando na direção de um ciclista em Bucha

Imagens de drone mostram tanques atirando na direção de um ciclista em Bucha

Em diversos locais próximos de Kiev, como Bucha, a descoberta de dezenas de cadáveres de civis provoca forte reação internacional.

No dia 8, um bombardeio da estação de trem de Kramatorsk (leste) deixa 57 mortos.

Vídeo mostra momento do bombardeio em estação de trem de Kramatorsk, na Ucrânia

Vídeo mostra momento do bombardeio em estação de trem de Kramatorsk, na Ucrânia

Navio russo afundado

No dia 14, os ucranianos alegam ter atingido com mísseis o Moskva, principal navio de guerra da frota russa no Mar Negro. Segundo Moscou, o navio afundou após um incêndio causado pela explosão de munição a bordo.

No dia 21, Vladimir Putin reivindica o controle de Mariupol, mas cerca de 2 mil soldados ucranianos, entrincheirados no complexo siderúrgico Azovstal com mil civis, ainda resistem.

Foto divulgada em redes sociais mostra o que seria o navio russo Moskva momentos antes de afundar — Foto: Reprodução

Foto divulgada em redes sociais mostra o que seria o navio russo Moskva momentos antes de afundar — Foto: Reprodução

No dia 27, o exército ucraniano reconhece um avanço russo no leste, com a captura de várias cidades nas regiões de Kharkiv e Donbass.

Candidatura à Otan

Em 3 de maio, forças russas e pró-russas lançaram um "poderoso ataque" contra a siderúrgica Azovstal.

No dia 8, sessenta pessoas foram dadas como desaparecidas após o bombardeio de uma escola na região de Luhansk.

No dia 18, Suécia e Finlândia apresentam seus pedidos de adesão à Otan.

No dia 19, o Congresso americano libera US$ 40 bilhões para apoiar o esforço de guerra ucraniano.

No dia seguinte, o G7 promete US$ 19,8 bilhões de dólares para ajudar Kiev.

Azovstal sob controle russo

No dia 20, Moscou anuncia o controle da Azovstal. De acordo com Kiev, Mariupol está 90% destruída e pelo menos 20 mil pessoas morreram na cidade.

Siderúrgica de Azovstal, em Mariupol, com uma densa camada de fumaça preta por cima do telhado — Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko TPX IMAGES OF THE DAY/File Photo/File Photo

Siderúrgica de Azovstal, em Mariupol, com uma densa camada de fumaça preta por cima do telhado — Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko TPX IMAGES OF THE DAY/File Photo/File Photo

A leste, as cidades de Severodonetsk e Lyssytchansk constituem o último bastião de resistência ucraniana na região de Lugansk, no Donbass.

No dia 23, um soldado russo foi condenado em Kiev à prisão perpétua no primeiro julgamento por crimes de guerra desde o início da invasão.

Soldado russo, de 21 anos, durante o primeiro julgamento por crimes de guerra contra a Rússia, no qual foi condenado, em 13 de maio de 2022 — Foto: Viacheslav Ratynskyi/ Reuters

Soldado russo, de 21 anos, durante o primeiro julgamento por crimes de guerra contra a Rússia, no qual foi condenado, em 13 de maio de 2022 — Foto: Viacheslav Ratynskyi/ Reuters

As forças russas intensificam sua ofensiva no Donbass.

Embargo ao petróleo russo

Os líderes da União Europeia aprovam em 3 de junho um sexto pacote de sanções contra Moscou, que incluem um embargo progressivo ao seu petróleo.

No dia 7, a Rússia afirma ter "liberado totalmente" as zonas residenciais de Severodonetsk, no Donbass.

Penas de morte

Dois britânicos e um marroquino, capturados combatendo as forças ucrnianas no Donbass, são condenados à morte pela justiça das autoridades separatistas de Donetsk.

No dia 12, o exército ucraniano anuncia ter sido expulso do centro de Severodonetsk. Os combates fazem estragos na vizinha Lysychansk e em outras cidades do leste.

No dia 21, bombardeios em Kharkiv deixam 15 mortos.

Candidatura à União Europeia

Bandeiras da Ucrânia e da União Europeia aparecem hasteadas em Kiev — Foto: REUTERS TV

Bandeiras da Ucrânia e da União Europeia aparecem hasteadas em Kiev — Foto: REUTERS TV

No dia 23, os dirigentes dos 27 países da UE outorgam à Ucrânia o estatuto de candidata ao bloco. Zelensky qualifica a decisão de "histórica".

Embargo do petróleo russo

Os líderes da UE chegam a um acordo no dia 30 para reduzir as importações de petróleo russo em cerca de 90% até o final do ano.

Depois de impor a mesma medida à Finlândia, Bulgária e Polônia, a russa Gazprom suspende suas entregas de gás para a Holanda no dia 31, diante da recusa de pagamento em rublos.


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